3 técnicas do neuromarketing: como nossas emoções falam por nós?

Você sabia que o “face reading” é umas das mais eficazes ferramentas de neuromarketing?

O nosso rosto é capaz de revelar emoções por meio de uma linguagem não verbal, demonstrando intenções, sentimentos e vontades que, em muitas situações, não conseguimos explicar em uma pesquisa tradicional ou que, em certos momentos, até tentamos escondedor do entrevistador.

Essa tecnologia de mensuração de microexpressões faciais serve para identificar emoções de alegria, surpresa, tristeza, raiva, nojo e medo. Softwares específicos são o melhor modo de analisar microexpressões faciais, que servem de guia na análise de produtos tangíveis como: catálogos de vendas, roupas, produtos eletrônicos, eletrodomésticos e calçados, e também para a análise de fragrâncias e aromas, na busca de entendimento da melhor combinação entre esses dois fatores, estado emocional positivo ou negativo ,que determinam a aceitação ou rejeição de um determinado produto.

Através dos perfis salivares se encontra uma maneira, segura e não invasiva, de entender os hormônios e avaliar seus níveis. É um exame aprovado e aceito pela comunidade científica e sua coleta pode ser feita fora do laboratório, além da grande vantagem de não incomodar o usuário e oferecer resultados confiáveis.

Segundo Peruzzo, em seu livro “As três mentes do neuromarketing” de 2015, entre os diversos hormônios que podem ser mensurados por meio de um exame de saliva estão: o DHEA, a testosterona, o cortisol, a estrona, o estradiol, a progesterona e a melatonina.

A terceira técnica, de forma bem resumida, se diz quanto ao uso da imagem por ressonância magnética funcional (IRMF). Segundo o autor, essa é, sem dúvida, a tecnologia mais avançada para estudos e experimentos no campo do neuromarketing, devido à capacidade da IRMF de monitorar e capturar imagens em alta resolução de atividades cerebrais, não apenas na camada superficial, como ocorre em um eletroencefalograma, mas em áreas mais profundas do cérebro.

No início da década de 1980, a Pepsi, a maior rival da Coca-Cola, estava conquistando percentuais significativos de participação de mercado. Uma das estratégicas mercadológicas foi o Desafio Pepsi, que consistia na apresentação de um teste cego no qual os consumidores tomavam um gole dos dois tipos de refrigerantes sem saber qual era a marca que estavam experimentando. O teste provou que 57% dos pesquisadores preferiram a Pepsi por ter um gosto melhor.

Apesar de questionar os resultados, a Coca-Cola realizou várias pesquisas que confirmaram os dados da concorrente. Para reverter a situação, modificou a sua fórmula centenária e, em novos testes, conseguiu reverter os resultados iniciais superando a rival em 7 pontos percentuais. Com a validação da pesquisa lançou, com o estardalhaço que a marca merece, seu produto de sabor mais adocicado, mais próximo do padrão Pepsi, a New Coke. Porém, o resultado foi decepcionante.

A grande maioria dos consumidores não aceitou tal mudança. Como poderiam modificar o sabor de seu produto tradicional? Que direito uma empresa tem de mudar um produto que é um ícone dos norte-americanos, um produto que sempre esteve presente nos momentos mais marcantes da história do país? Numa época em que o e-mail não existia, a sede da companhia em Atlanta ficou abarrotada de cartas de seus fiéis consumidores, exigindo a volta da Coca-Cola tradicional. Devido a essa repercussão, a empresa recolheu todos os produtos e voltou à boa e velha Coca-Cola, agora com a já tradicional tarja Classic. O exemplo valida a venda pelo lado emocional do cérebro.

Por mais que os consumidores declarem que suas compras são racionais é a emoção que prevalece. Quando mencionam que realizaram extensas pesquisas e comparações, esse esforço serve apenas para validar uma decisão que já foi tomada pelo seu lado emocional do cérebro.

Assista a este vídeo rápido sobre Face Reading:

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