Como um time desmotivado pode impactar a sua estratégia de marketing?

Marketing não promove apenas produtos ou serviços, mas organizações, pessoas, causas, ideias etc. e, é sempre uma tarefa complexa. Vender algo, ainda que não seja com a finalidade de troca monetária (você pode fazer marketing para obter apoio a uma causa, por exemplo) exige dedicação, coragem e, acima de tudo, confiança de que se está oferecendo algo de valor, que seja um benefício e não um transtorno para quem recebe.

Partindo desse pressuposto, o que acontece quando oferecemos algo no qual não acreditamos?

De modo geral, as iniciativas de marketing que criamos levam a um único objetivo: Gerar vendas. Seja qual for “o produto”.

Se não, qual é o objetivo de criar uma marca forte, reconhecida? Qual é o objetivo de destacar-se frente a concorrência? Qual o objetivo de ser um top of mind e estar na mente do seu consumidor como primeira opção?

Qual o objetivo de criar reputação como profissional especialista em determinado assunto?

E sobre ações como publicidade, divulgação de produtos, precificação, nem preciso falar nada…

Logo, o que acontece quando você planeja uma estratégia matadora para gerar vendas, inclui vários ingredientes do seu mix de marketing e… dá errado?

Será que o problema é somente o consumidor que está averso ao seu produto? É o mercado que está desaquecido? A estratégia não foi boa o suficiente?

Muitas vezes, nos perdemos em análises muito superficiais acerca do nosso planejamento. Rodamos em torno da nossa estratégia tentando entender o que deu errado, como uma esfera girando em torno de si mesma…

Porém, com os aspectos que trabalhamos diariamente, não é assim que as coisas deveriam acontecer.

Um profissional de marketing precisa entender o ambiente de uma forma macro, praticar uma visão holística.

O cenário econômico é importante, o desejo do consumidor, mais ainda. Mas, não é apenas isso que impacta nos resultados das nossas ações.

  • É necessário também um olhar voltado para dentro, para reflexão sobre o contexto interno, não apenas o externo. Antes de anunciar um produto, serviço, ideia etc., para seus consumidores, promova-o antes para os seus colaboradores. Venda isso para sua equipe, venda para seus vendedores.
  • Sempre avalie também se sua equipe interna está preparada, sob todos aspectos, para receber a demanda que virá com seu planejamento e ações de marketing.
  • Crie estratégias para que eles possam sentir que farão a diferença para o seu cliente. Ajude-os a compreender sua função e importância dentro da organização e daquele projeto.

Um colaborador desmotivado pode fazer sua estratégia ir por água abaixo, apenas oferecendo um mau atendimento.

Imagine o que pensa um cliente ao chegar a um restaurante e esperar demais para ser atendido quando vê que os garçons estão livres?

Aquela publicidade toda que você fez no facebook se dizendo o melhor atendimento acabou de ser desmascarada e pior, vai ser compartilhada muitas vezes.

Praticar um bom endomarketing, saber reconhecer quais são os indivíduos que contribuem positivamente ou aqueles que causam ruptura da estratégia também é responsabilidade do marketing.

É preciso motivar seus colaboradores a acreditarem na causa. As pessoas precisam se sentir importantes em algum momento para praticar ações que são cruciais para o crescimento do negócio. E, como você sabe, pessoas não se motivam apenas pelo aspecto financeiro, elas precisam saber que são importantes, ser reconhecidas como tal. Isso vale para empresas que terceirizam seu setor de marketing também.

É obrigatório manter os colaboradores familiarizados com as ações que estão sendo realizadas, alinhar informações e obter apoio interno.

Uma empresa terceirizada não tem a mesma possibilidade que você de motivar e engajar sua equipe interna e, nesse contexto, sua responsabilidade em tornar a estratégia eficaz aumenta um pouco.

Caso você imagine neste momento que não tem os colaboradores certos para suas ações, reveja o que está errado. Você faz contratações assertivas?

Você contrata pessoas com o perfil adequado? Não espere que pessoas com perfil extrovertido fiquem quietas e que introvertidos dêem pulos por aí.

Contratar exige análise. Quem é seu público? Para atendê-lo, qual é o perfil ideal?

No momento de criar as estratégias, aloque as pessoas certas para implementá-las.

Promova uma boa comunicação interna, engaje, motive seus colaboradores a agir da forma desejada. Para isso, reconheça, premie e incentive o comportamento que supera as expectativas.

Mesmo aquelas pessoas dedicadas, se nunca forem reconhecidas, apresentarão baixa performance.

E quanto àqueles que não se motivam de forma alguma?

Bom, aí você tem um grande problema…

Não se pode criar ações maravilhosas supondo que os colaboradores vão se engajar automaticamente. Comece seu trabalho de evangelização sempre dentro de casa, saiba reconhecer colaboradores motivados e trabalhe para mantê-los assim.

Esse não é um trabalho exclusivo de RH e estamos cheios de exemplos em que os próprios colaboradores sabotam estratégias que foram exaustivamente planejadas, mas executadas sem o apoio interno deles.

Não se preocupe apenas com o apoio da Diretoria.

Esse apoio deve ser obtido de todas as pontas da organização.

O resultado de um colaborador desmotivado é bem conhecido. Ele se torna incapaz de executar bem a função e seu comportamento representa resultados negativos para a empresa. É aquele vendedor que fala mal do produto, que não oferece um serviço complementar que sabe ser importante, que não se preocupa com fidelização. É aquele atendente que não registra a reclamação completa do cliente, impedindo a solução imediata, ou o colaborador da limpeza que olha de cara amarrada para todos que entram na sua loja. É aquele funcionário que não registra os dados completos do cliente no sistema ou não confere um produto expedido. Há muitos exemplos.

Esteja atento para os colaboradores desmotivados, tente trazê-los para perto de você, utilize estratégias que os faça entender a importância da atividade que estão realizando e confiantes no produto que oferecem.

É uma tarefa complexa, mas importante e que não pode ser negligenciada.

Motivar a equipe interna também deve ser parte da estratégia.

Afinal, “se você não tem paixão pelos seus produtos, por que o cliente deveria ter?”

 

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