ExpoManagement 2012: Criação Compartilhada de Valor

Aconteceu em São Paulo, de 05 a 07/Nov, o ExpoManagement 2012 da HSM, o maior congresso de Gestão e Estratégia da América Latina e um dos 3 maiores do mundo.

Foram 21 palestras, com palestrantes internacionais e brasileiros do calibre de Michael Porter, Ram Charan, Jim Collins, Don Tapscott, Miguel Nicolelis, Dan Ariely entre outros.

A grade temática incluiu Marketing, Gestão do Cliente, Sustentabilidade, Cenários, Alta Performance, Estratégia, Inovação e Gestão de Pessoas.

De um modo geral, ficaram patentes dois conceitos muito importantes para a Estratégia dos Negócios para os próximos anos:

– Inclusão das Pessoas

– Sustentabilidade

1. Inclusão das Pessoas

Diversos palestrantes abordaram de uma forma ou outra que os consumidores ou cidadãos deixam cada vez mais o papel de passivos expectadores do que fazem as empresas para terem um papel ativo, variando em intensidade dependendo do nível de engajamento deles com as marcas, mas passam a sujeito ativo da relação com as organizações.

Alexandre Hohagen, presidente LatAm do Facebook lembrou-nos que a Internet deixou de ser a ‘rede mundial de computadores’ para ser a ‘rede mundial de pessoas’. Don “Wiki” Tapscott ilustrou inúmeros casos de cocriação, inclusive apontando alguns modelos novos de negócios baseados em colaboração universal. Jim Collins defendeu o quanto a Disciplina é o caminho do sucesso nas crises e que a Disciplina só é possível através das pessoas. E que a maior responsabilidade de um líder é escolher pessoas e colocá-las nas posições certas na organização. Ken Robinson lembrou-nos que a Era Industrial criou a prática de podarmos a criatividade nas pessoas quando elas entram na escola, que virou uma fábrica de operários autômatos, sem criatividade. Mas que os negócios modernos requerem exatamente o contrário, empresas com uma cultura de Criatividade.

2. Sustentabilidade

Diferente dos anos anteriores, em que se deu grande foco no conceito de Tripple Bottom Line (resultados triplos: financeiros, sociais e ambientais), parece que o mundo dos negócios e seus pensadores se deram conta que a sustentabilidade mais que apenas ter preocupação em ações de responsabilidade social e ambiental, que poucos ou pequenos resultados têm, precisa de fato incluir os cidadãos no ciclo de criação de valor.

 Stuart Hart (coautor com C.K. Prahalad do artigo que deu origem ao termo e livro ‘A Riqueza na Base da Pirâmide’) lembrou-nos que a população mundial vai “explodir” em poucas décadas e do jeito que vamos não teremos como alimentar e suprir essa população toda, e que já hoje temos mais de 4 bilhões de pessoas no mundo vivendo (!) com menos de cinco dólares por dia, dos quais um terço com menos de um dólar, UM dólar! Fred Gelli explorou o design baseado na natureza e também a criação de “marcas integrais”, que integram o Tripple Bottom Line com DNA da empresa para que ela abrace uma causa relevante para a sociedade.

 Síntese: Criação Compartilhada de Valor

Quem melhor sintetizou esses dois temas foi o “pai da competição” Michael Porter, que defendeu um de seus conceitos mais recentes: um Novo Capitalismo, baseado na Criação Compartilhada de Valor.

 Segundo o prof. Porter, a inovação virá dos problemas sociais. Não bastam ações sociais e ambientais por parte das empresas. Por outro lado, Governos e ONGs, essenciais para gerir a sociedade, não são capazes de gerar riqueza. Gerir sim, se eticamente administradas, mas gerar não.

Ele lembrou que “o Capitalismo é mágico: cria valor”.

Para incluir socialmente a base da pirâmide, não basta filantropia. Não existe caridade que vença. É necessário incluir economicamente – como defendia Prahalad. Mas segundo Porter, incluir essa base da pirâmide na cadeia de Criação de valor, gerando riqueza com as necessidades sociais. Fazer parcerias técnico-administrativas com as populações produtoras carentes para aumentar a qualidade de seus produtos, visando resolver os problemas sociais e não apenas vender para os pobres. Mudar seu papel de eventuais consumidores potenciais e passivos para cocriadores de riqueza, parte ativa da cadeia de valor. Parte do Negócio!

 As empresas e instituições que não se derem conta disso, não entenderão o modelo competitivo futuro.

 Ano que vem tem mais ExpoManagement! Vamos acompanhar e conferir.

 E você? Concorda com essa abordagem de Porter?

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5 comments

  1. André!

    Que ótimo você compartilhar conosco a sua experiência na Expo Management 2012!

    Esse evento é muito prestigiado e o conteúdo hiper interessante.
    Gostei de saber um pouco sobre o novo modelo de competitividade do futuro.

    Abraços

    • Que bom que tenha sido relevante, PRISCILA! :)
      Sem dúvida é um evento extremamente enriquecer em conteúdo e conceitos.
      Ano que vem tem mais. Já estou inscrito!
      Abraços. :)

  2. Muito bom André!

    Você com certeza gerou valor com este post, pois por mais que seja uma breve síntese do que aconteceu, pode-se absorver o conceito e ir atrás para entender mais a fundo do que se trata essa nova economia colaborativa e criativa que virá cada vez mais forte.

    Os cidadãos do planeta terão que entender isso.

  3. Clayton Alves Cunha

    André,

    Muito obrigado pelo compartilhamento das informações e experiências.
    Acompanhei também pelo Twitter e a iniciativa foi sensacional!

    Obrigado pela iniciativa!

    []’s Clayton Cunha.

    • Grato, VICTOR & CLAYTON.
      Pelo suporte. Que bom que tenha sido útil. De fato é muito conteúdo interessante. Falta espaço para poder escrever tudo.
      Abraços e $uce$$o! :)