Ainda não demos conta das transformações que o ambiente digital, especialmente as mídias sociais, está impactando na sociedade. Mudou muita coisa, e outras estão por vir.

O saudoso futurista Alvin Toffler, em sua primorosa obra, The Third Wave, editado no Brasil como a Terceira Onda, lançado em 1980, já descrevia a evolução da sociedade humana, desde o tempo do predomínio das atividades agrícolas, passando pela fase industrial, até a era pós industrial, a era da informação “sobrecarga informacional”, termo cunhado pelo futurista, assim como tecnologias digitais.

Porém, outros estudiosos do assunto e, o próprio Toffler, afirmam que já iniciamos uma jornada na Quarta Onda, ou seja, a era pós-digital. Acontece que ainda não conseguimos cognitivamente acompanhar o ritmo acelerado das transformações. Vivemos num mundo digital com cérebro ainda primitivo. E claro, demoramos décadas para absorver tais mudanças.

As transformações impactam diretamente nos ambientes sociais, econômicos e políticos. Uma pesquisa recente, divulgada por um conceituado instituto americano, afirma que 1/3 dos matrimônios americanos são provenientes das mídias sociais. Observe quantos negócios são gerados diariamente através destes canais digitais, o poder do Social Selling (vendas através da mídias sociais) é a maior prova.

Talentos profissionais são angariados via plataformas digitais, olha o crescimento exponencial do Linkedln nesse aspecto. Eleições presidenciais ganhas através das mídias, quem não se lembra do icônico Yes, We Can do então eleito presidente americano Barack Obama. Foi sensacional o que esse cara fez no Twitter.

E tantos outros fatos de grande impacto na sociedade, como a recente acusação da bolha do Facebook, acusação esta, de ter favorecido a eleição do atual presidente americano, Donald Trump. E a Primavera Árabe, que eclodiu em 2011 nas mídias sociais, com uma onda de protestos, revoltas e revoluções populares contra governos do mundo árabe. No Brasil, tivemos os protestos em 2013, também conhecidos como Manifestações dos 20 centavos, Manifestações de Junho ou Jornadas de Junho. Tomou proporções gigantescas pelas mídias sociais.

Nunca se gerou tanto conteúdo em toda a história da sociedade como nos últimos 3 anos. As famosas selfies já viraram uma manifestação social, algo que já faz parte do nosso cotidiano. “A inteligência ficou cega de tanta informação”, não é mesmo? 

A forma de comunicar também já não é mais a mesma. Gosto bastante da metáfora: Antes, a comunicação era como fogos de artifício, pipocava para todos os cantos, aonde pegar, pegou. Agora, é mais próxima, intimista, é como acender uma fogueira e reunir os amigos para uma agradável conversa.

O impacto no relacionamento e no consumo de produtos e serviços, também passa por grandes mudanças nos canais digitais. O SAC 2.0 (atendimento ao consumidor via canais digitais) ganha um novo formato, o SAC 3.0, através principalmente dos Chatbots (programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas).

Aplicativos de mensagens como o Messenger do Facebook, já oferece aos desenvolvedores acesso a mecanismos avançados de linguagem natural, o que permite que eles criem robôs que podem continuar aprendendo com o passar do tempo.

Mídias Sociais como o Pinterest e o Instagram, estão se transformando em verdadeiras lojas online. Já é possível adquirir produtos diretamente através dessas plataformas. O próximo aplicativo a ser tornar uma loja online será o Messenger do Facebook, com recursos incríveis.

E o que falar do boom dos Influenciadores Digitais, os queridinhos das marcas. O poder de influência que essas pessoas exercem sobre o público, é algo forte e fidedigno. Conseguem conversar, conectar e engajar com os consumidores das marcas através das mídias sociais.

Alguns sociólogos dizem que o arco da humanidade terá uma transformação nunca vista antes, nos próximos 20 anos. Estamos passando por um Tesarac, de mudanças profundas, onde a sociedade se reorganizará. Somos seres adaptáveis, ou melhor, precisamos ser. Darwin já dizia com muita sabedoria:

“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.”

Outra frase que é bastante pertinente ao cenário atual, foi descrita por Chris Anderson;

“Nós não estamos em uma época de mudanças, mas sim em uma mudança de época.”

Não tem mais volta, o impacto das mídias sociais na sociedade foi profundo. É aquele ditado; Adapte-se ou morra!

O mundo já não é mais o mesmo.

Grande Abraço!

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