Portfólio de Atividades: Uma realidade nos dias atuais

Ter um portfólio de atividades diferenciadas ajuda a minimizar e também a acabar com a sensação de “medo” em relação ao desemprego e ao fim de carreira.

Hoje quero falar sobre um assunto que aflige grande parte dos profissionais, independente do segmento profissional, a sensação de “medo” do desemprego e do fim de carreira. Li um artigo sobre o assunto e achei interessante. Segundo Sergio Chaia, ex-presidente da Sodexo, Nextel e Symantec, esse conceito de portfólio de atividades, é uma forma do profissional ser várias coisas ao mesmo tempo, em diversas áreas de atuação.

Sergio ainda aperfeiçoou esse tema, chamando por ele de portfólio de atividades 2.0, ou versão 2.0. ele esta desenvolvendo essa nova técnica com CEOs e diretores de empresas. Mas, qual a finalidade de aperfeiçoar o que já estava sendo aplicado de maneira eficaz?

Chaia acredita que existem dois tipos de medos onipresentes: o medo de perder o emprego, que se agrava com a recessão momentânea do país; e o medo de não saberem o que fazer da vida num segundo ato, quando cansarem do mundo ou o mundo cansarem deles.

Isso tudo ainda recebe uma carga grande de inquietações da vida executiva contemporânea:

· Alta rotatividade no C-Level (CEOs e diretores não tem parado mais que dois ou três anos nos seus cargos;

· Aumento da longetividade e da energia de gente que dispõe para se cuidar (70 são os novos 50, mas no meio empresarial, não passa dos 60 anos)

· Expectativa, por parte dos executivos, de além de liderarem suas equipes, sejam verdadeiros “influencers”, produzindo conteúdo e sempre brilhando nas redes sociais.

Fazendo esse cruzamento, entre os medos com as três características listadas acima, apimentada pela ansiedade, teremos como resultado: profissionais no auge de suas carreiras, com idades entre 45 a 55 anos, olhando um horizonte não muito confortável. Sente sua cadeira quente, olhando pra baixo numa queda livre de aposentadoria não muito satisfatória. Isso decorre de uma única forma de pensar: altos executivos focam em gerir empresas e não se atentam a fazer outras funções enquanto estão desenvolvendo suas atividades.

O profissional que chega no topo da carreira corporativa, teme seu futuro, “por não ver mais onde crescer”, então “não precisa mais de mim”.

O conceito de portfólio, que já servia para ampliar esse horizonte, pode ser percebido através da própria carreira de Chaia: na vida pós-executivo, virou coach, aconselha duas empresas, mentores mais ativos de empreendedores ligados a Endeavor e faz trabalho voluntario numa ONG, além de ser colunista da revista Época Negócios e escritor.

Sua versão 2.0, propõe um sistema dinâmico, ou seja, todas as áreas desenvolvidas ganham e perdem relevância, ciclicamente, na vida profissional de uma pessoa. Para entender melhor, é como se fosse uma roda gigante, mesmo que se tenha uma posição executiva importante, pode ser trabalhado o portfólio móvel de atividades.

Manter tipos diferentes de cargos e ocupações sejam elas profissionais ou apenas voluntariamente, preenchem os carrinhos dessa roda gigante. Isso movimenta as atividades, colocando e tirando o que estava no topo da roda gigante. Quando se tornar contínuo esse movimento, essa sensação de incerteza deverá fazer parte da aventura, tornando-se bem vinda a longevidade.

Espero que tenham gostado desse post. Deixem seus comentários e opiniões. Ate o próximo!

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