A Black Friday está acabando com as vendas de Natal?

Apesar de não ser nem um pouco semelhante ainda às promoções realizadas nos EUA, onde a ideia foi originada, a Black Friday se consolidou no calendário anual de campanhas comerciais e de marketing do Brasil.

Faz sentido, uma vez que são esses tipos de campanhas que ajudam a movimentar o comércio online e offline e a gerar vendas e negócios.

Entretanto, uma dúvida está surgindo: Será que a Black Friday está levando os consumidores a antecipar as compras de natal e, com isso, gerando uma diminuição de negócios no mês de Dezembro?

Como a Black Friday surgiu nos EUA e no Brasil

A “Sexta-Feira Negra” inaugura a temporada de compras para o Natal com promoções e descontos elevados de grandes varejistas.

Ela acontece na quarta sexta-feira do mês, um dia depois do Dia de Ação de Graças Americano. Por isso, esse ano no Brasil, o evento ocorrerá no dia 23.11.

Nos EUA, apesar de já existir antes, a data ficou popular a partir de 1975. Para os varejistas do país, costuma ser a data de maior faturamento. As lojas abrem bem cedo e consumidores ansiosos fazem filas nas portas para aproveitar.

Aqui no Brasil temos o exemplo do supermercado Guanabara, no estado do Rio de Janeiro, que faz ação semelhante, porém no dia do aniversário da loja.

Atrai tantos consumidores que esse dia merece uma operação especial e cuidados para que os clientes não se machuquem. Não é Black Friday, mas a loja recebe um volume imenso de consumidores, semelhante ao que ocorre nos EUA.

Iniciamos timidamente a Black Friday no Brasil em 2010, com a participação de 50 lojas, todas virtuais.

Em 2013, a Black Friday no Brasil bateu recorde de vendas, faturando R$770 milhões.

A data ficou marcada por incoerências em relação aos preços e partir disso os consumidores começaram a chamá-la, entre outros termos, de “Black Fraude”.

Apesar dos problemas, a Black Friday se manteve firme e hoje tem adesão de lojas físicas, lojas virtuais e até empresas de serviços. Os produtos ofertados vão de decoração e perfumaria a eletrônicos.

E o consumidor? Está comprando mais confiante na data?

A cada ano a data vem ganhando mais destaque e adesão de lojas.

A confiança de que há descontos realmente sendo praticados aumentou e os consumidores fazem listas de itens, pesquisas de preços e se planejam para as compras.

Oito anos após a primeira experiência, os varejistas e até empresas de serviços estão mais maduros em relação aos consumidores e já evitam as antigas estratégias de subir o preço antes da data para depois colocá-los no valor normal e dizer que é desconto.

O consumidor tem inúmeras ferramentas para encontrar esses desvios e, pior que isso, muitas formas e canais para denunciar a tentativa de enganá-lo.

Ainda não se planejou para a Black Friday? Aqui tem uma lista de dicas para sua empresa aproveitar a data.

E quanto às vendas do Natal? Será que essa data está roubando consumidores do Natal?

Aqui vem a parte mais interessante, resultado de um levantamento realizado pelo Google.

De acordo com o artigo, as duas datas guardam bastante diferenças e não disputam consumidores entre si. E esse período que compreende a Black Friday até o ano novo é marcado por diversas oportunidades de compras.

Na segunda-feira, após a Black Friday ocorre a Cyber Monday. No Brasil, ela ainda é um pouco tímida e começou a ser realizada em 2012. A data é relativa a compras online e teve início em 2005 nos EUA. De acordo com a pesquisa realizada pelo Google, a maioria dos entrevistados percebe a Black Friday como momento para compras online e para itens de uso pessoal. É como se esperassem aquele momento para se dar um presente.

Já as compras de Natal são realizadas em sua maioria de forma offline e são itens para presentear amigos, familiares, entre outros, e celebrar a data. Diferente da Black Friday, em que os consumidor gasta tempo pesquisando para a compra, no natal a decisão é tomada mais rapidamente.

A Black Friday se caracteriza principalmente pela busca de itens como passagens aéreas, beleza, smartphones, eletrônicos e eletroportáteis, enquanto o Natal eleva a compra de itens como brinquedos, games, roupas, bebidas, acessórios, ou seja, itens mais utilizados para presentear.

Cerca de 69% das compras da Black Friday são realizadas online contra apenas 45% das compras de Natal e, apesar de ser dados americanos, reflete muito o que está ocorrendo no Brasil. Esses dados revelam também que a Black Friday, pelo menos por enquanto, ainda não está absorvendo as compras de Natal que continuam sendo feitas em grande parte do mesmo modo que antes.

E você, costuma comprar na Black Friday? Conte-nos sua experiência!

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