A commodityzação do Marketing de Conteúdo

O Marketing de Conteúdo já “commodityzou”, principalmente devido ao excesso e conteúdos rasos. Está cada dia mais difícil atingir o público certo, e, principalmente despertar a atenção nesse emaranhado de informações, em que somos impactados diariamente.

Mas calma! Esse não é mais um artigo polêmico sobre o assunto, decretando o fim do Marketing de Conteúdo ou mesmo do Inbound Marketing, pelo contrário, ainda há muito o que explorar, estamos apenas engatinhando no Brasil, aprendendo as melhores formas de praticar e performar. Se me perguntarem se funciona, respondo de bate- pronto, Sim! especialmente utilizando com seriedade.

Levanto aqui, a necessidade de filtros para valorizar e despertar a atenção de bons conteúdos, assim como apresentar novas opções de engajamento e conexão com o público e, não supervalorizar estratégias X ou Y.

Hiten Shah – Co-fundador de diversas empresas como a KISSMETRICS, Quick Sprout e Crazzy Egg, afirma que:

Nunca se produziu tanto conteúdo quanto hoje. Parece que todos têm um blog, e para as pessoas que ainda estão dando os primeiros passos na área, ter sucesso com conteúdo parece mais assustador e intimidante do que nunca. Talvez seja por isso que muitas pessoas estão tentando proclamar ‘a morte do marketing de conteúdo’. Marketing de conteúdo não é assustador. Quando você retira toda a desinformação e publicidade, trata-se apenas de ajudar as pessoas a solucionarem seus problemas. Mas, para transformá-lo em um motor de crescimento e receita, você tem que fazer dele um processo.

A necessidade de produzir conteúdo é tão latente nas pessoas que, hoje somos mais conhecidos como Prossumer, emissores e receptores de conteúdo ao mesmo tempo. O arsenal paira sobre nossas mãos, é a era do Customer Empowerment.

Olha o desafio! Entregar o conteúdo certo, no momento certo. O Google já nos apresentava esse conceito através do ZMOT (O momento zero da verdade na decisão de compra). Os consumidores buscam informações vindas de fontes confiáveis antes de decidir o que comprar. Essas informações são opiniões de outras pessoas em sites especializados, discussões em fóruns, postagens em redes sociais, reviews de produtos/serviços e, outros meios disponíveis atualmente. Content Marketing neles!

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Porém, nossa memória seletiva está cada dia mais no modo, Economia da Atenção. A distribuição desse conteúdo orgânico, já não entrega mais como entregava há poucos anos. Este conteúdo já não chega com tanta frequência e, quando chega, nos confunde e até mesmo nos decepciona. É o paradoxo da escolha, queremos diversas opções, mas quando a temos, nos incomoda tomar uma decisão. A tática headline matadora, ao melhor estilo clickbait, acaba por amplificar esse bloqueio.

Mas ora bolas, temos a mídia paga como a solução dos nossos problemas. Okey! Sabemos que a hora do almoço grátis acabou, o investimento nos canais de distribuição torna-se cada vez mais necessário, mesmo com conteúdo de qualidade. Alguns especialistas no assunto acreditam que o caminho será a disseminação de conteúdo por micro canais. Realmente é uma boa aposta.

Ai encontramos outro porém. Os Millennials tem altíssima restrição com Ads. Os “temidos” ad blockers, vem ganhando cada vez mais espaço e deixando, obviamente, anunciantes e donos de sites/blogs preocupados. Segundo um novo levantamento feito pelo IVC (Instituto Verificador de Comunicação), cerca de 15% da audiência on-line do Brasil já utilizam esses bloqueadores de publicidade.

Concomitante a isto, a publicidade digital constantemente tem a sua eficácia contestada. A falta de transparência que preocupa o mercado publicitário, ficou bastante evidente semanas atrás. Revelações de que o Facebook superestimou em até 80% o tempo médio que as pessoas viam anúncios em vídeo em sua plataforma chocaram o mundo da publicidade e mídia.

A bola da vez então parece ser o Branded Content. No mundo todo, grandes marcas têm redobrado seus investimentos em Branded, para awareness de marca, construção de imagem e promoção de produtos. Diferentemente da publicidade tradicional, o conteúdo propicia às marcas uma interação mais orgânica com a audiência, menos interruptiva e necessariamente baseada em uma relação de confiança e transparência.

O problema que ainda é um ambiente árido no Brasil, estratégia desconhecida por muitos, adotada com excelência por pouquíssimos. Há mesmo até uma confusão de dicotomia entre o Branded Content e o Marketing de Conteúdo. A marca Dove é pioneira quando falamos em Branded. Sabe como poucas explorar a sua essência, valores e propósito da marca. Confira que campanha belíssima:

Outro queridinho são os Influenciadores Digitais, que vem ganhando notoriedade e espaço junto as marcas.

Antigamente, influenciadores faziam parte de um seleto grupo, geralmente formado por músicos, artistas, escritores, atletas e, outras personalidades advindas dos canais de massa, como TV, Rádio, e outros. Mas a realidade mudou. A Internet, particularmente, as mídias sociais, deu voz a todos.

influenciadores

Qualquer um, isso mesmo, qualquer pessoa comum pode vir a se tornar um influenciador digital – principalmente nestas relações líquidas – entregando conteúdo para nichos específicos dentro de plataformas como, Instagram, Facebook, Snapchat, e claro, o Youtube, que por sinal, surgiu uma “nova”profissão, os Youtubers. A Cauda Longa explica este fenômeno.

A pesquisa “Os novos influenciadores: quem brilha na tela dos jovens brasileiros” aponta as personalidades de vídeo mais admiradas por adolescentes de 14 a 17 anos em seis regiões do País. Dos top 20, 10 são Youtubers.

O “trem bala” do digital está em curso, num piscar de olhos tudo pode mudar novamente.

É acompanhar e aguardar!

Aguardo o seu comentário.

Grande Abraço!

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