Neste mês foi lançado o iphone 5. Sucesso antes mesmo de chegar às prateleiras, já causava alvoroço no mercado e ansiedade nos consumidores. A relação que a Apple conseguiu criar entre marca e cliente vai além da fidelidade. Poucas empresas conseguiram tamanho feito e com a duração e o entusiasmo crescentes.

Acredito que essa lealdade começou lá atrás, com o grande idealizador, ideologista e líder nato Steve Jobs. Ainda não li a biografia dele e nem vou aqui falar de sua visão e capacidade de inovação e pioneirismo.

O que quero destacar é o brilhantismo com que uma marca consegue alcançar os indivíduos e fazer deles seus verdadeiros discípulos, que não soltam seus aparelhos, definitivamente não compram dos concorrentes e são capazes de enfrentar filas, aguardar meses por um produto e investir nele muito mais do que o bolso permite. Daí, quando o produto apresenta algum defeito, o consumidor reclama, mas acho que nunca vi alguém abandonar a marca por isso.

Mesmo com a morte de seu ideliazador, a empresa continuou forte tanto no mercado da bolsa de valores quanto no mercado consumidor. Resultado de muitos anos de trabalho com estratégias definidas, características do negócio delineadas, funcionários altamente qualificados e motivados. Um conjunto difícil de construir, mas que traz lucro e sucesso.

Há alguns anos atrás, tive a oportunidade de conhecer o outro Steve da Apple, o Wozniack, considerado a cabeça técnica no desenvolvimento dos primeiros computadores de uso pessoal.

Com a técnica de um, aliada à visão de negócios e liderança do outro, os Steves criaram a empresa mais valiosa do mundo. Woz ficou pouco tempo, mas levou muitos milhões e, pelo menos até quando veio ao Brasil, ainda era empregado da empresa.

Acompanhei a entrevista que ele deu à revista Época Negócios, na qual ele diz sobre a Apple: “É como uma igreja, você não pode questionar nada, pois os fãs te criticam. Isso cria seguidores, não pensadores.” Ele atribuia tudo isso à figura do parceiro Jobs. Bom, hoje sabemos que Jobs foi além: mesmo sem ele, a criatura ficou maior do que o criador. Assim, muitas gerações ainda poderão conhecer e se tornarem fiéis à maçã. As maçãs estão aí.

Muitas outras prontas para serem mordidas por gênios que transformam marcas e produtos em mitos capazes de nos fazerem acreditar que não podemos viver sem eles.

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4 comments

  1. Sem dúvida PAULA, a Apple é uma empresa surpreendente e admirável e Jobs um inovador nato, por mais que as vezes controverso. O sucesso atual da empresa mostra isso, incontestável.

    Com a morte de Jobs ano passado ficou a dúvida de como fica ficaria a empresa e seu sucesso, ou seja, qto o sucesso da empresa era devido ou dependente dele.

    Talvez a pergunta correta a se fazer, e a resposta somente virá com mais algum tempo, pois no mundo dos negócios os ciclos são mais longos que se possa imaginar. Essa pergunta é:

    -“Qual a MAIOR invenção de Steve Jobs?

    – iPod?
    – iTunes?
    – iPhone? iPad? i….?
    ou….
    a Apple?”

    Se no médio/longo prazos, a resposta for a última, então a empresa de fato assimilou em seu DNA a inovação e a paixão por seus consumidores, que garantirá seu sucesso por muitos mais anos.

    Mas se for qq uma das anteriores, então foi Jobs o inovador e não a empresa. E aí um novo Jobs será necessário.

    O tempo nos dirá. Enquanto isso, desfrutemos.
    Abraços. :)

  2. Realmente, a Apple é uma marca que ultrapassa os limites dos produtos vendidos. Steve Jobs fez seu trabalho tão bem que acabou deixando o seu legado muito maior do que ele, como foi apontado no texto. Acho que outras empresas conseguiram algo similar, como a Coca-Cola, por exemplo. Acredito que um dia a hegemonia da Apple será questionada e deverá declinar, mas isso ainda deve demorar um bom tempo.