As transformações no mercado mundial fizeram com que muitas empresas passassem a inovar com foco em resultados de curto prazo e oferecer soluções e produtos que “transformassem” o dia a dia de seus clientes. Recentemente, assisti a uma apresentação do jornalista Aluízio Falcão Filho em um evento, e isso ficou ainda mais evidente. Um dos slides me chamou bastante a atenção e resolvi usá-lo aqui como o título desse artigo: a síndrome da Uber.

Sabemos que a tecnologia deve acabar com milhões de empregos no futuro e algumas funções agora estão sendo automatizadas em diversos setores. Mas será que esta já é uma realidade para as empresas? Certamente não para a maioria! O uso da tecnologia avança rapidamente e novos modelos de negócios surgem, contudo, eles estão mais para transformadores do que disruptivos como pensam ser a Uber.

Muita gente usa o termo “inovação disruptiva” para falar sobre um determinando segmento que foi abalado pelo surgimento de novos players. Entretanto, essa é uma definição muito ampla e, se quiser entender melhor, sugiro clicar aqui para ler um artigo do site Harvard Business Review.

Agora, voltando à síndrome da Uber, percebemos uma ânsia das empresas em serem aquelas que vão chacoalhar as bases do mercado e transformar as relações comerciais, sociais, econômicas e de trabalho. E isso pode ser percebido em companhias de todos os portes, desde startups até multinacionais.

Disruptiva ou transformadora?

Ao contrário do que muitos pensam, a empresa de transporte Uber não é tão recente assim. Foi fundada em 2009, na cidade de São Francisco (CA), nos EUA, teve um crescimento absurdo e hoje tem sucesso financeiro. Mas a companhia americana seria, de fato, disruptiva? Não vá se decepcionar, porém a mesma não é. Sorry!

Para ser considerada uma “inovação disruptiva” é necessário que a empresa se origine em segmentos de mercados inexistentes ou negligenciados pelas outras empresas. Mas a Uber é sim uma empresa inovadora e transformadora!

Mais que isso, ela mudou o mercado de transporte individual e atingiu consumidores que antes não utilizavam esse tipo de serviço. Assim como a Uber, as brasileiras 99 e Easy Taxi também contribuíram para a quebra do monopólio dos táxis e suas cooperativas no país.

Minando a ideia

Como pudemos perceber até aqui, a “inovação disruptiva” não é algo tão simples e a ideia de um negócio corre o riso de perder a sua utilidade para o mercado se esse conceito for aplicado equivocadamente. Dessa forma, sugiro a quem pretende empreender que deixe de lado a síndrome da Uber e foque em um negócio que faça a diferença na vida das pessoas.

Nem todas as empresas vão impactar o mercado com seus modelos de negócios como fez a Uber. Porém, há outras empresas, como as brasileiras citadas aqui, que também contribuíram para transformar e inovar a mobilidade urbana.

Reinventar mercados e causar grande impacto no dia a dia da sociedade não é uma empreitada para qualquer um. Se a sua empresa fornece um produto ou serviço com boa aderência entre consumidores, que atende a suas necessidades e é fonte de receita, continue assim. Este é o caminho mais certo e seguro para manter bons resultados.

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1 comment

  1. Alexandre

    Muito interessante. A Uber sempre é citada como sendo uma empresa disruptiva. Mas agora entendi o porquê dela não ser e sim, ser uma empresa inovadora.