Aprendendo sobre Design Thinking – Mitos e Aplicações com Lígia Fascioni

No dia 13 de julho tive o prazer de participar do Workshop “Design Thinking – Mitos e Aplicações”, organizado pela DMT e comandado pela super Lígia Fascioni, de quem sou fã e grande admiradora do trabalho. E isso inclui as suas incríveis fotografias de Berlim! A experiência, que rolou das 9 às 17h30, me mostrou que estou no caminho certo. Sou professora e palestrante e assim como a Lígia, também utilizo a ferramenta Design Thinking em meus trabalhos. Os resultados são fantásticos!

Antes de entrar no tema central do workshop, Lígia falou sobre criatividade. Para ela, “criatividade não é um dom especial de apenas uma pessoa e, sim de todos, afinal somos todos criativos. É fato que algumas praticam mais que as outras, por isso a importância de treinar a nossa criatividade diariamente.” Acessar nosso potencial criativo nos dá asas para voar bem alto e longe!

Segundo Lígia, inovação é desenhar novas experiências para as pessoas. O que eu realmente entrego de valor para o meu cliente? Qual o impacto que eu causo na vida dele? Para inovar precisamos usar aquilo que estamos propondo. Temos que conhecer a realidade, desenvolver a empatia, pensar e sentir como eles sentem. Como projetar acessibilidade se eu não uso cadeira de rodas? É preciso ouvir a pessoa de verdade.

Para Lígia, somos preconceituosos por natureza, nosso cérebro foi construído para ser assim, é a chamada “categorização” preditiva”. Preconceito nada mais é que “preguiça de pensar”. Precisamos fugir dos preconceitos e construir prateleiras em nossa mente o tempo inteiro. Armazenar ideias e pensamentos saudáveis que fujam da nossa predisposição ao preconceito. Se quero inovar preciso construir prateleiras no meu cérebro!

Ela recomenda que provoquemos uma “suruba de ideias” em nossa mente para nascer um monte de ideias que irão nos ajudar. E isso ajuda mesmo! Para isso temos que enfiar novos elementos, novas experiências, novas combinações em nossa cabeça. Experiências novas, como viajar, ler um livro, conhecer pessoas, fazer um caminho diferente etc. Experimentar sensações diferentes o tempo todo.

Lígia desconstrói a ideia do “pensar fora da caixa”. A proposta é continuar pensando dentro da caixa e não fora dela. O que temos de fazer é ampliá-la para nos conectar com outras caixas e assim reciclar cada vez mais conhecimento.

Lígia ressaltou ainda que vivemos um Tesarac, ou seja, nada é mais como era antes, vivemos o caos atual, rompemos paradigmas e padrões e precisamos nos reinventar para sobreviver. É o “aceitar que dói menos”.

É preciso mudar a abordagem! Alinhar “o condutor com o elefante” (uma referência ao livro “A guinada – Maneiras Simples de Operar Grandes Transformações”). O livro pontua que toda mudança que nos propomos a realizar é motivada pelo nosso cérebro emocional. Em seguida, nosso lado racional entra em ação e planeja a melhor maneira de empreender a transformação desejada. A fim de driblar essas armadilhas, os autores sugerem uma interessante analogia: seu lado racional é como um Condutor, que busca guiar o lado emocional na direção certa. As emoções, entretanto, são como um Elefante: muito mais forte que seu Condutor e capaz de arrastá-lo para onde quiser se não estiver satisfeito com as ordens recebidas. O livro nos ensina a motivar o Elefante, incitar o Condutor e tornar o caminho mais fácil para dar uma guinada em qualquer projeto que se deseje empreender. Aí sim teremos uma mudança total da nossa abordagem.

Para realizar uma mudança bem-sucedida, não é preciso utilizar artifícios complexos. É preciso procurar pontos brilhantes no lugar onde existem problemas.

Aí entra o Design Thinking, uma ferramenta inventada por Tim Brown (Ideo). Tudo começou quando ele foi contratado para projetar o banco de um trem, pois havia muitas reclamações dos usuários. Foi preciso pensar no design de experiência desse usuário e, para isso, Tim foi exercitar a empatia andando de trem, percorrendo toda a jornada da experiência do usuário, desde a compra do bilhete até o desembarque, passando pelo embarque, por cada estação etc. Foi aí que ele detectou alguns erros que realmente pioravam a experiência do usuário. Os pontos observados eram ruins e foi então que Tim entendeu que era preciso melhorar a experiência a partir daí. O Design Thinking foi a ferramenta utilizada para projetar uma melhor experiência para o usuário. E o resultado disso foi um sucesso.

As etapas do Design Thinking por Lígia Fascioni são:

  1. Buscar oportunidades
  2. Buscar empatia
  3. Gerar ideias
  4. Prototipar
  5. Implementar

Todas as etapas são necessárias porque estão conectadas.

O Desing Thinking trabalha em equipe. Ele usa o conceito da multidisciplinaridade, onde as pessoas, de diversas áreas, são co-criadoras do processo de construção da solução.

É preciso redesenhar toda a experiência. A solução tem que ser prático/viável (do ponto de vista do negócio) e desejável (querer aquilo como melhor solução).

“Design muda comportamentos, por isso precisamos buscar os pontos brilhantes. É preciso mudar comportamentos e experiências. Não tenha medo das ideias absurdas que surgirem. Mas não se apaixone pela primeira ideia que vier a cabeça! Comece a partir da ideia de número 100.” Ligia Fascioni

Eu posso afirmar que vivi uma experiência incrível aprendendo sobre os mitos e aplicações do Design Thinking. Valeu a oportunidade!

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”
Cora Coralina

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