Todos os dias nos deparamos com notícias sobre miséria, analfabetismo, problemas no transporte, saneamento, habitação e muitos outros de uma lista extensa de problemas sociais e econômicos (ainda mais em época de eleições). Porém, admitamos: estamos melhores. O Brasil deu um salto de desenvolvimento considerável nos últimos anos. E mesmo longe de atingir níveis desejados em muitos rankings, a mudança é visível a olhos nus.

Nos supermercados, aeroportos, shoppings, cinemas, restaurantes, clubes, entre tantos outros, percebemos a presença de classes socioeconômicas que antes não tinham acesso a certos produtos e serviços e hoje estão lá, muitas vezes sentadas ao lado de pessoas de classes mais favorecidas.

Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), conduzido pelo pesquisador Marcelo Neri, diz que 118 milhões de pessoas estarão na classe C até 2014, o que significa 60% da população nacional. E a pergunta é: como as empresas estão lidando com esses novos clientes que “entram” dia a dia no mercado e muitas vezes não sabem até mesmo lidar com o que estão adquirindo?

Os esforços de venda, publicidade e marketing para conquistar consumidores crescem a cada dia. Mas e o que vem depois? Fiquei pensando como as relações com esses consumidores precisam ser repensadas (isso não é novidade, mas acho que vale a pena abordar aqui no blog para reflexão, discussão e compartilhamento de ideias).

Em texto publicado no site Artigonal, Olimpio Araújo Junior, ao falar de “Estratégias de marketing de relacionamento” diz: “De maneira geral, o processo deve se iniciar com a segmentação correta do cliente, a identificação de suas necessidades, a definição dos produtos e/ou serviços que serão oferecidos, a busca da melhor relação custo/benefício, além da formação de funcionários motivados e capacitados a atender estes clientes adequadamente. É também necessário entender qual o valor de cada cliente para a organização, para não correr o risco de oferecer benefícios iguais para clientes desiguais”.

Uau. E como fazer tudo isso se a segmentação já não é sempre possível? Claro que existem mercados também cada vez mais especializados e customizados, mas estamos aqui falando de serviços que atendem uma ampla gama de clientes. É mais um desafio para nós comunicadores como lidar com essa “mistura” de perfis na hora do atendimento. As estratégias precisam ser definidas e muito bem diferenciadas, o que requer mais estudo, treinamento e investimento. Conquistar e fidelizar, ao mesmo tempo fazendo com que cada cliente se sinta atingido naquilo que lhe interessa, não é fácil. Possível sim, mais uma vez contando com a criatividade, o esforço e empenho. Além de trabalho. Muito trabalho.

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O Implantando Marketing visa a união dos profissionais das áreas de Marketing e Comunicação Empresarial e busca formas de divulgação e crescimento dessas áreas através da Implantação de Departamentos de Marketing e Comunicação em pequenas e médias empresas. Para isso, compartilhamos experiências e conhecimentos necessários aos profissionais e empreendedores que querem se beneficiar dessa Implantação. Envie o seu currículo e escolha um dos núcleos do projeto.

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2 comments

  1. Um ponto interessante, PAULA, que pouca gente tem olhado com essa “ascensão” é o CRÉDITO.
    Muito importante para o amadurecimento de um País, essa ascensão social, que nos deixa como Cidadãos felizes e esperançosos que nossa Nação possa, de fato, explorar todo seu potencial.
    No entanto, essa ascensão e acesso ao mercado precisa vir acompanhado de EDUCAÇÃO.
    Educação e COMO consumir e como “usar” crédito. O Crédito no varejo vem enfrentando níveis de inadimplência crescentes a cada trimestre.

    Se não for bem administrado por esse “novo” consumidor, o crédito e a ascensão podem ser tbém responsáveis por seu “descrédito” e posterior “descenso” sócio-econômico.

    “Muita calma nessa hora”…
    Excelente post.
    Abraço e $uce$$o! :)