Até onde uma boa Estória faz uma Marca ser Boa?

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Sim, no título deste post está escrito “estória” e não “história”. Explico. Segundo os dicionários a história é resultado da reunião e análise das ou dos conhecimentos sobre o passado e sobre o desenvolvimento da humanidade, de um povo ou de uma cultura.  Já a estória é uma palavra utilizada para designar uma narrativa de ficção.

Pois bem, nos últimos tempos, temos alguns exemplos de empresas e marcas que para serem aceitas e experimentadas pelos clientes acabam por apelar à estórias buscando agregar algum tipo de valor sentimental e até mesmo cultural, como a criação de personagens e/ou situações fictícias, mas que são vendidas como realidade para seus clientes.

Storytelling é o nome dessa técnica que causa uma série de discussões entre os estudiosos e atuantes de nossa área, o Marketing. Trata-se da utilização de estórias criadas com a intenção de promover as marcas e os produtos. O cliente em muitos casos é envolvido pela tal estória, porém acaba acreditando na veracidade da ficção.

A pergunta que fica é: Quais são os limites que nós profissionais de Marketing e de Comunicação temos que ter para promover nossos produtos e serviços? Até onde o Storytelling pode ser caracterizado como propaganda enganosa?

Em todos os manuais consagrados de Marketing, aprendemos que um dos segredos das empresas de sucesso é ser o mais transparente possível, como forma de estreitar e fortalecer o relacionamento entre uma empresa, uma marca e seus clientes. Agora, temos o Storytelling, que pressupõe o desenvolvimento de estórias (ficção), para envolver seus clientes em um cenário que o convença a comprar os produtos e serviços ofertados pelas empresas. Abordo esse cenário como sendo um tremendo contrassenso a tudo que o Marketing significou durante anos.

Um exemplo nacional da utilização do Storytelling é a marca de sorvetes “Diletto”. Trata-se de uma marca de sorvetes super Premium, cujos picolés são vendidos a cerca de R$ 10,00 cada um. Pois bem, para valorizar o produto, foi inventada uma estória de que as receitas originais foram desenvolvidas pelo avô do fundador da empresa, na Itália, que fugiu para o Brasil durante a 2ª Grande Guerra. Esse conto faz com que muitos clientes comprem os produtos da marca para saber o segredo do vovô Italiano. O problema é que se trata de uma estória, de uma ficção que convence os clientes a comprar o produto. Outro exemplo de marca que utiliza o Storytelling é a Hollister, uma das marcas prediletas dos jovens.

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Acredito que o Marketing é a melhor profissão do planeta, pois temos a missão de agregar valor a produtos e serviços de forma direta, utilizando os atributos funcionais e emocionais que realmente são apresentados pelos produtos. A invenção de atributos emocionais em minha sincera opinião é o que chamo de “Contra Marketing” ou quase uma propaganda enganosa, pois faz com que as pessoas acreditem em algo que na verdade não existe.

E você? Qual é o seu posicionamento sobre o Storytelling?

A sua marca vai contar histórias ou estórias?

Até a próxima!

 

 

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