Carreira em risco: demissões em alta e o cenário para 2015 

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A média de pessoas empregadas no país diminuiu em 2014 pela primeira vez em 12 anos, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. A queda de 0,1% em relação a 2013 indica que as empresas de fato começaram a fechar vagas. Há indicativos de que esse processo tenha se acelerado no final do ano passado, com o registro de uma queda de 0,7% no número de ocupados.

Em alguns setores este aperto tem sido mais evidente gerando preocupações, em outros a perspectiva de que trabalhadores sejam dispensados nos próximos meses é particularmente forte.

O setor petrolífero, há alguns anos, era considerado um dos mais promissores para se construir uma carreira, em função dos planos de investimento no pré-sal e os altos preços do petróleo. Agora, com a crise na Petrobras, as perspectivas do setor são incertas. As centenas de demissões nos últimos meses e o atraso no pagamento de funcionários constatam essa difícil realidade.

Em Macaé, conhecida como a “capital do petróleo”, a situação é crítica. A cada plataforma de petróleo que se desloca para o exterior, dezenas de postos de trabalho são perdidos. Segundo informações divulgadas pelo Sindicato dos Trabalhadores Offshore do Brasil (Sinditob) foram homologadas na região cerca de 2 mil demissões nos últimos seis meses. Alguns trabalhadores estão conseguindo se recolocar em outras áreas ou fora do Brasil, mas certamente não são todos.

Outro setor que passa pela mesma situação é o de montadoras de veículos. Com os pátios cheios, devido a queda nas vendas e o número de exportações reduzidas, muitas já começaram a dispensar trabalhadores ou oferecer incentivos para que eles aceitem programas de demissão voluntária. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o setor de veículos automotores fechou 23 mil vagas no ano passado.

Muitos trabalhadores também foram incluidos em esquemas de layoffs, em que ocorre a suspensão temporária do contrato por até cinco meses em uma tentativa de se evitar a demissão. Nesse período, parte do salário do trabalhador é paga pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador e parte pelas empresas. General Motors e a Mercedes Bens aderiram ao esquema, mas sem a perspectiva de uma retomada das vendas, a situação dos trabalhadores do setor é frágil.

Além do setor automotivo, também teriam contribuído para essa sangria de vagas as demissões nos segmentos de máquinas e equipamentos (22 mil postos fechados), alimentos (17 mil), metalurgia (13 mil) e vestuário (10 mil). A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) também registrou um saldo negativo de contratações em 2014. Já em São Paulo, um levantamento da Fiesp mostrou que no ano passado a indústria teve uma perda de 128 mil postos de trabalho, considerada a pior da história em termos absolutos, pior até que 2009, ano marcado pelo impacto da crise financeira internacional.

O cenário para este ano ainda é bastante incerto, quando a possibilidade de racionamento de água e energia, por exemplo, podem piorar ainda mais a situação do emprego na indústria. No total, 2.671 postos de trabalho foram fechados, sendo as indústrias metalúrgica, têxtil, do vestuário e farmacêutica as principais responsáveis por esse resultado.

No setor da Construção, a situação não é diferente, a redução dos investimentos em grandes projetos de infraestrutura está afetando o mercado de trabalho. No Rio de Janeiro, o mercado da construção civil registrou um saldo negativo de 1.908 vagas em 2014, de acordo a Firjan.

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