Em todas as áreas profissionais é possível encontrarmos pessoas com 10, 15 ou mais anos de atuação na mesma empresa e muitas vezes na mesma função. Citarei um caso extremo, de um senhor que atua há mais de 30 anos como contínuo (office boy) em um estúdio fotográfico. Interessante não? Imagine se o estúdio onde ele atua fecha por qualquer eventualidade e esse profissional parte em busca de recolocação no mercado de trabalho. Certamente, ele concorrerá com jovens em busca da primeira oportunidade e em muito pouco sua experiência de 30 anos contribuirá para seu sucesso.

Citei esse exemplo de carreira como ponto de partida, pois temos muitos profissionais assim, nas mais diversas profissões. Eles conseguem uma oportunidade ainda na juventude, se estabilizam naquele local e simplesmente ficam estagnados. Realmente, às vezes é tentador. A empresa é amigável, os gestores são legais e embora colegas venham e vão, ali a pessoa se garante, ao ponto de se tornar referência na empresa. Tem um reajuste de salário aqui, outro ali. Não estuda mais, não busca desafios, pois sabe dos limites impostos para aquela situação e quando vê, a vida passou. Esse cenário é mais comum do que se imagina. E para o mercado de trabalho, muitas vezes aquele que se acha um profissional sênior continua com o mesmo nível de experiência, tendo evoluído apenas na idade.

Mas isso está errado? E qual seria o certo então? Para ser honesta, não me sinto apta a julgar certo ou errado, pois essa decisão varia de pessoa para pessoa. Reservo-me apenas a expor como o mercado analisa esses casos. Estamos vivendo um momento muito dinâmico e as empresas cada vez mais buscam pessoas que se destaquem, que agreguem valor aos seus negócios, que promovam diferenciação perante os concorrentes, atraindo cada vez mais clientes. Logo, aquele profissional que passou a vida inteira sem buscar evolução, certamente perderá para aquele que, ao contrário, buscou crescer. Nada contra as pessoas estáveis que passam 10 anos na mesma empresa. Estabilidade é bem vista. A questão é que nesses 10 anos, o ideal é que esse profissional tenha se movido, crescido dentro da empresa. Que tenha ido além do feijão com arroz. Que tenha buscado se capacitar com cursos, pós-graduações, idiomas, eventos, etc. Que tenha aprendido novas técnicas, implantado novos processos, enfim, que tenha evoluído.

Certamente, aquele que pula de galho em galho, que passa 6 meses em cada empresa, acumulando mais de 5 experiências em menos de 3 anos, também não é tão bem visto, afinal, nenhuma empresa quer ser apenas “mais uma”, pois custa caro incorporar um colaborador em sua cultura. Por isso há tanto esforço para retenção de talentos e os beneficiados certamente serão aqueles que se mantém, mas buscam evoluir.

Sendo assim, a dica do post de hoje é cresça! Busque novos conhecimentos. Não se contente com o pouco. E se após um bom período de investimento e desenvolvimento a empresa ainda não proporciona crescimento para você, troque de empresa sim. Não é errado buscar novos desafios quando não se tem mais perspectiva de crescimento. No fim das contas, todos têm a lucrar. A empresa porque vai oxigenando sua equipe (sangue novo é sempre bom e motivador para os demais) e o profissional porque adquirirá novas experiências até chegar ao ponto de ser considerado um profissional sênior de verdade.

FAÇA PARTE DO PROJETO

O Implantando Marketing visa a união dos profissionais das áreas de Marketing e Comunicação Empresarial e busca formas de divulgação e crescimento dessas áreas através da Implantação de Departamentos de Marketing e Comunicação em pequenas e médias empresas. Para isso, compartilhamos experiências e conhecimentos necessários aos profissionais e empreendedores que querem se beneficiar dessa Implantação. Envie o seu currículo e escolha um dos núcleos do projeto.

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4 comments

  1. Aline,

    Isso acontece mesmo, tirando o caso do servidor público que fica anos e anos na mesma atividade, vejo casos assim….

    Uma amiga minha trabalha numa empresa familiar, mas independente de ser familiar ou não, o fato é que tem gente lá com mais de 20 e 30 anos de empresa…. Nossa… Como assim?

    Não sei se fico feliz ou triste, levando-se em conta que o turn over das empresas, dependendo do ramo, é de 4 meses ou 120% ao ano… Ou seja: é muita gente mudando de trabalho.

    A mudança é natural, faz parte do desafio que o profissional moderno enfrenta: queremos novos desafios, queremos aprender mais.

    Ótimo texto, boa reflexão!

    Beijos

    Pri

  2. Aline Roque

    Priscila,

    Mesmo no caso dos servidores públicos deve-se ter atenção. Não questiono se é certo ou errado a pessoa se estabelecer em uma mesma empresa, independente da área em que atua. O que questiono é a pessoa se resignar em determinada posição, não buscar evoluir. Usando o exemplo do funcionalismo público, o servidor, na maior parte dos casos, ganha inclusive gratificações por acrescentar uma nova capacitação. E se não ganha direto, ao menos tem a possibilidade de fazer concurso interno para galgar novos cargos. O auxiliar que se contenta em carimbar documentos a vida inteira, deve olhar para dentro e tentar compreender onde está sua motivação. Caso contrário, o serviço oferecido ao consumidor tende a ser sempre medíocre, poia aquele profissional não dá o melhor de si. Vamos usar outro exemplo… os médicos. Médicos são sempre médicos. Mas, com o passar dos anos, a medicina evolui, novas técnicas e ferramentas surgem e os mesmos médicos têm o dever de se atualizar, se reciclar. Enfim, o que importa é manter acesa a chama para buscar novos conhecimentos.

  3. Paulo Cesar Pantoja

    Diz um adágio popular sobre as coisas da vida: “Nem bem ao CÉU, nem bem à TERRA!”. Ou, “o que pode ser bom pra um, não o é pra outro!”.
    Embora louvável seja o seu incentivo às trocas de emprego, ou a busca pela melhoria profissional, contudo, muitas coisas na vidinha dessas pessoas “paradas ou estagnadas” não funciona assim não, até pelas vicissitudes da vida, limitações psicológicas e outros fatores mais.

    É necessário se perceber que é bem por isso mesmo que existem Ricos e Pobres, um rico jamais admitirá servir por uns tempos como Faxineiro de outrem. Mas na verdade ele faz o papel dele de dar/criar empregos ao Pobre, e este o servirá.

    Tudo isso está ligado também não só ao fato do “comodismo”, mas como aos recursos/vissicitudes da vida que essa pessoa pode ter e passa a contar aí também ao fator: “O QUE TE DEIXA FELIZ?”. Como você ficou intrigada porque tanto tempo ficam na mesma empresa, te cito mais um caso real, pois tenho na minha familia algumas pessoas assim.

    Uma delas é Secretária do mesmo diretor na mesma empresa há muito tempo. Aposentou-se, mas continua lá no mesmo cargo HÁ 42 ANOS. Porque? Pelo lado da empresa é a CONFIANÇA (ela sabe tudo da empresa).

    Pela lado dela, é uma pessa que sempre foi incentivada a fazer uma pós, mudar de emprego e até se instalar comercialmente depois de se aposentar, resposta de sempre: “EU ESTOU FELIZ COM O QUE FAÇO!”

  4. A zona de conforto é a escolha de não ter escolhas, e a vida é feita de escolhas, ou seja, a zona de conforto é escolher não viver! rsrs… filosofei agora!

    Brincadeiras a parte, a ambição profissional e a capacidade de agir é o que move a carreira de uma pessoa, e as empresas também. Portanto, profissionais que não querem evoluir a si mesmos, não lhe auxiliarão a evoluir o seu negócio.