Como vender para a geração que não sabe o que é consumir?

Existe sim, um perfil novo de consumidor. Este que está aí, no mundo contemporâneo, representando um cem números de desafios para os consultores e professores de Marketing.

Não quero nomear as gerações, pois na minha opinião pode transparecer polarização ou separação. Vejo que existem repetições interessantes nos modos de consumo e a moda “vintage” tem mostrado isso.

Este modismo consumista apresenta opiniões diversas sobre o que se deve consumir. Alguns apelam pelo naturalismo, pela saúde, outros pela preservação da vida – veganos, mesmo sem considerar que o ovo é naturalmente expelido pelas galinhas e se o leite não for retirado pela ordenha a vaca pode adoecer – ou até mesmo os protetores da natureza que leem os rótulos para saber se a empresa que está comercializando o produto realiza ações de marketing social (leia proteção ambiental e ações sociais).

Poderíamos estar tratando dos jovens entre 18 e 33 anos, que já é um público muito bom e “deverasmente” intrigante e desafiador no seu entendimento. No entanto, estamos vendo reportagens em telejornais, crianças estão aprendendo sobre isso nas escolas e vemos também o público mais velho preocupado e muito mais inteirado com estas questões.

Ao contrário do que muitos afirmam sobre essa geração ser desinteressada, limitada e preguiçosa, na verdade são apenas focados em um momento da vida e talvez alguns pesquisadores ainda não tenham percebido, devido ao fato de não entenderem o andamento cultural deste novo público consumidor.

Temos hoje uma geração que tem se misturado com as anteriores não por opção, mas porque a geração anterior está buscando estar mais junta desta geração, que tem cá para nós… hábitos estranhos, mas legais.

São antenados e ligados, versáteis, otimistas, autoconfiantes, dinâmicos, online 24 horas, acreditam que sabem muito, e sabem, mas de maneira rasa. Minha crítica a eles é que por serem rasos, discriminam e excluem os mais velhos e isso é uma constatação.

O novo consumidor, mesmo mantendo as características dentro do modelo EBK de Blackwell, estão com uma visão hedonista da vida e acreditam que não tem tempo à perder com muitos aspectos que para os mais maduros é pertinente.

Este novo consumidor tem uma visão imediatista das suas necessidades e isso é visível e perfeitamente aceitável. Desejam viver até porque a própria natureza do ser humano, o animal que pensa e visualiza um futuro, esteja prevendo um futuro curto. Por que não? Eles pensam em viver unicamente cada momento de seu processo evolutivo são influenciados por uma série de mudanças na própria vida, por mais problemas de saúde, pela recessão mundial, pelo bulling, terrorismo e globalização, mas também sofrem com a superproteção dos Pais, o que gera uma necessidade de deslocamento.

Os pesquisadores do comportamento de consumo consideram que esta geração está usufruindo de conquistas das gerações anteriores, que defenderam valores como a liberdade de escolha e a privacidade, permitindo que tenham maior independência e autonomia.

De maneira geral, o consumidor de hoje… anos 2015 em diante, são mais imediatistas e menos inclinados a construir projetos de médio e quiçá de longo prazo. O que torna a visão empresarial de planejamento prejudicada por este sentimento do consumo imediato e da “hipervalorização” de marcas emergentes ou recém surgidas, mas sem nenhuma ação efetiva de marketing, planejamento de vendas ou visão de fidelização.

Pesquisadores do comportamento de consumo afirmam que quando o assunto é compra, o jovem brasileiro gosta de participar ativamente e sentem-se mais felizes neste processo.

Kotler em seu livro Administração de Marketing publicado em 2012 fala das mudanças no comportamento da juventude e a trata como “Geração Net”,  que influencia as compras dos adultos mais do que qualquer geração anterior. Os jovens contemporâneos buscam um estilo de vida com mais diversão e interação, pensam muito em experiências em outros Países. Valorizam marcas inovadoras e divertidas; estão intimamente ligados à tecnologia e detém fácil conhecimento, preocupam-se com a aparência pessoal. São mais vaidosos e facilmente influenciados pelas celebridades na hora da compra.

Sobram opções às marcas para atuarem junto a este perfil de consumidor, estes que sofrem uma influência seja do grupo que frequentam ou pela participação em comunidades virtuais, buscar a argumentação de venda focada em interação e na geração de conteúdo, não a simples argumentação de venda de benefícios, mas a interação de argumentação até que o start do interesse da compra seja dado.  Nada em marketing é definitivo, desde que sejamos conhecedores dos conceitos a serem utilizados na hora certa. E desde que efetivamente as Empresas saibam quem são os seus consumidores. Quem não sabe a quem vender, de fato está em um momento de crise.

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