Consumidores brasileiros não gostam mais de Lojas de Departamentos?

No post de hoje serei um tanto quanto saudosista ao lembrar as antigas Lojas de Departamentos que fizeram parte de minha infância e adolescência, inclusive me dando a primeira oportunidade profissional.

Teoricamente são classificadas como Lojas de Departamentos estabelecimentos de grande porte que oferecem aos consumidores grande variedade de produtos e serviços, que variam desde vestuário masculino e feminino, passando por móveis e eletrodomésticos, chegando a itens como equipamentos de jardinagem, ferramentas de todos os tipos etc.
As lojas de departamento eram grandes e espaçosas, disponibilizavam profissionais especializados em cada um de seus departamentos e para o consumidor frequentá-las era um acontecimento social, um programa de família ou programa com amigos.

Os maiores ícones das Lojas de Departamento em São Paulo e na grande São Paulo eram as lojas do Mappin (lembra-se do jingle? Mappin venha correndo Mappin chegou a hora Mappin, é a liquidação…), e a de seu principal concorrente, Mesbla. A gigante americana Sears tentou a sorte no mercado brasileiro, porém desistiu de seus investimentos no país no fim dos anos 80.

Porém, ambas as lojas foram a pique no fim dos anos 90, devido à má administração de seus controladores e também pela abrupta queda de clientes em suas lojas.
Má administração à parte, pensando somente nos motivos mercadológicos, compartilho com você caro leitor uma dúvida que tenho há algum tempo: Por que será que no Brasil não temos mais as grandes Lojas de Departamentos de antigamente?

Penso em algumas hipóteses:

1 – Os grupos varejistas nacionais ou presentes no Brasil não estão interessantes em diversificar o seu Mix de Produtos e serviços temendo uma disparada nos custos.

2 – O Varejo nacional se especializou e é mais fácil e lucrativo se especializar em determinados segmentos do que ser bom em vários segmentos como os presentes em Lojas de Departamentos Clássicas.

3 – O consumidor brasileiro não precisa mais de um único lugar para ter todos os produtos e serviços que desejam. Com o advento da Internet, os consumidores estão cada vez mais dispostos a “bater perna”, em busca das melhores oportunidades.

Obviamente que as hipóteses acima não possuem nenhuma pretensão científica, tampouco realizei uma pesquisa detalhada para confirmá-las. São hipóteses que surgiram através da simples observação.
Aproveito para perguntar para você caro leitor: Você tem uma hipótese que seja interessante compartilhar conosco aqui no Implantando Marketing sobre o fim das Lojas de Departamentos como eram conhecidas antigamente? Que tal discutirmos sobre isso? Deixe seu comentário!

Enquanto isso tenho somente minhas lembranças dos “passeios” que fazia com o então diretor geral do Mappin Dr. Antônio Carlos Rocha pela loja da Praça Ramos de Azevedo da empresa, quando era Office boy direto dele, onde ele me ensinou os primeiros truques de varejo de que me lembro… em idos de 1994.

Será que os consumidores brasileiros não gostam mais das lojas de departamentos?

Até a próxima!

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11 comments

  1. Hoje em dia, a qualidade das roupas ofertadas nestas lojas está inferior e o preço, como o de lojas “bacaninhas”. Assim, o consumidor, que tem o poder de consumo maior que no passado, está mais exigente, quer andar na moda sem ir à esquina do próprio shopping e encontrar outra pessoa usando a mesma roupa.

    • Clayton Alves Cunha

      Heron,
      Obrigado pelo comentário!

      Concordo contigo quanto às roupas que eram vendidas nas lojas de departamentos de antigamente, bem como, nas “atuais” Lojas de Departamentos (coloco entre aspas por não achar que são Lojas de Departamentos, dada a pouca variedade), mais especializadas em roupas e acessórios.
      Minha dúvida fica nos outros departamentos das Lojas de Departamentos mais antigas… o que vc acha que acontece?

  2. Carla Carvalho

    Nossa..mto bom!!!!

    lembrei que quando era criança ia na Mesbla ..nossa adorava…mas realmente hoje o consumidor está cada vez mais sem tempo, com isso a internet facilita a vida deste cliente que automaticamente frequenta menos estes tipos de lojas.

    • Clayton Alves Cunha

      Carla,

      Obrigado pelo comentário! Fique sempre à vontade para interagir por aqui!

      []’s

      Clayton Cunha.

  3. Olá Clayton!

    Boas hipóteses levantadas por você.
    É legal ver uma comparação dessa forma, um antes e depois, e quem sabe um futuro, como será?
    Abraços

    • Clayton Alves Cunha

      Priscila,

      Obrigado pelo comentário!

      []’s

      Clayton Cunha.

  4. Concordo com o Heron. Antigamente, a diferença de preços de uma loja de departamentos e lojas especializadas era bem maior. Claro, a qualidade dos produtos das lojas de departamentos eram bem inferiores. Hoje, a qualidade dos produtos das lojas de departamento continuam deixando à desejar (apesar de observar uma sensível melhora) comparado com outras lojas e o preço das lojas de departamento não estão tão atrativos assim.

    • Clayton Alves Cunha

      Janaína,

      Obrigado pelo comentário!
      Replico para ti a mesma dúvida que tenho e repassei para o Heron : E os outros departamentos das Lojas de Departamentos mais antigas… o que vc acha que acontece?

      []’s

      Clayton Cunha.

  5. Boas lembranças. Até pensei em correr atrás de algum case sobre o caso de tais lojas. Talvez um erro de planejamento ou preço, concorrência, mas certamente a falta de uma boa administração é uma causa certa.

    • Clayton Alves Cunha

      Marcos,

      Obrigado pelo comentário!

      []’s

      Clayton Cunha.

    • Oi Clayton e Janaína.

      Respondendo à pergunta, percebo que os outros departamentos das “lojas de departamentos” estão esquecidos e aos poucos, sendo excluídos. É o caso das lanchonetes e do setor de brinquedos (lojas Americanas aqui em BH) e do setor de móveis e utensílios, que estão reduzidos.

      Vender muitos produtos nos dias de hoje é muito mais custoso que vender um mix reduzido de forma controlada, até pq não basta apenas colocar o produto em exposição. É preciso estudá-lo e formatar ações próprias para o consumo mais rápido.

      Sds,