Da estratégia ao Marketing, o caminho inverso.

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Muito se fala da importância da estratégia no universo do marketing das empresas quando se definem objetivos estratégicos empresariais, porém em muitos negócios os ajustes operacionais em campo acabam sendo mais estratégicos que os próprios objetivos empresariais.

A estratégia dentro da organização acaba sendo muitas vezes mais importante que o próprio marketing, pois no contexto operacional cada ação pode tomar proporções desastrosas se feitas de maneira equivocada, exemplo, no segmento de entrega de produtos e serviços a definição de rotas de entrega é fundamental para um bom rendimento do setor, mas se existe algum problema “ocasional” que interfira neste planejamento de rotas o gestor logístico deve ser um estrategista em sua área para evitar o aumento do custo operacional e garantir o ganho diário.

 Isso fica bem explícito no ramo de Concreto Usinado. Imaginem que uma usina de concreto deve entregar 5.000m³ por dia para atingir sua meta mês sendo que sua capacidade de produção é 5.500m³ dia, caso ocorra um problema e não consiga entregar não existe outro dia para compensar, neste momento a estratégia do gestor para manter a operação funcionando é o ponto mais vital e frágil do planejamento estratégico, e muitas vezes essa estratégia acaba sendo realizada pelo “balanceiro” da usina que define volume de concreto por obra, tempo de caminhão por obra e rotas.

A estratégia deve ser analisada por operação conforme cada segmento, segmentos onde o atendimento do cliente é no nível de varejo existe uma facilidade maior de gestão. Porém caso se defina estratégias específicas para cada produto é possível sim alterar a estratégia ao longo do dia para garantir o retorno do investimento. Outro exemplo, no segmento alimentício pode se definir um preço diferente para cada marca de produto do mesmo segmento, caso a estratégia do setor de compras desenhe um lucro maior para determinada marca é possível avaliar o consumo no dia e reverter o gráfico de consumo do segmento por marca fazendo alterações de preço nas marcas onde direcionamos o consumidor para produto A, B ou C.

O contexto principal é mostrar que quando se pensa em estratégias de marketing deve se planejar o estratégico e depois o tático, mas é obrigatório fazer o caminho inverso, ou seja, como o operacional vai atuar do dia a dia da gestão estratégica, quem são as pessoas principais que irão fazer a estratégia fina na operação diária.

Lembrem-se estratégias que não são avaliadas e mensuradas não passam de palavras no papel e setores operacionais que não trabalham para manter a estratégia alinhada ao planejamento deverão ser exaustivamente trabalhados com treinamentos, palestras e cursos.

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