Inteligência Competitiva – Breve Introdução

Esta é minha primeira postagem sobre Inteligência Competitiva. Gostaria de, primeiramente, apresentar alguns conceitos gerais sobre esta controversa nomenclatura. Há uma grande confusão entre as nomenclaturas Inteligência Competitiva, Inteligência de Mercado, Business Intelligence, etc. No geral, todas estas áreas dentro de uma organização, cumprem o papel de processar informações consideradas vitais para o mercado em que atuam as respectivas empresas, num contexto de hiper-competição. Na pesquisa “Market Intelligence in Large Companies Global Study 2007”, da Global Intelligence Alliance, foram efetuadas 281 entrevistas, distribuídos em 9 países, e chegou ao seguinte perfil de nomenclatura das áreas de inteligência:

•28% Other;
•26% Business Intelligence;
•17% Market Intelligence;
•14% Competitive Intelligence;
•9% Market Research;
•6% Market Monitoring.

A diferença entre estes conceitos está diretamente relacionada à perspectiva teórica adotada. Prefiro não entrar neste debate neste momento, o importante é saber que eles existem e que nem sempre as empresas sabem distingui-los. Os gestores compreendem a necessidade de uma área de inteligência, mas nem sempre compreendem as reais necessidades da empresa e a melhor forma de nomear. Nas próximas postagens poderemos adentrar nesta seara. Por enquanto, vamos nos focar nas generalidades.

Atualmente é imprescindível para as áreas de Inteligência lançar mão de um sistema coerente de dados. Há uma diferença entre as áreas de Gestão do Conhecimento e Inteligência. A primeira, consiste basicamente, segundo Barcley e Kaye (Gestão do conhecimento e funções de inteligência: uma relação simbiótica in O milênio da Inteligência Competitiva, 2002): “em identificar, classificar, organizar e encaminhar conhecimentos úteis às áreas da organização responsáveis pelas tomadas de decisão, análise das necessidades do setor e solução dos problemas. Já a missão dos encarregados das funções de inteligência em uma organização inclui a aquisição, análise, interpretação e encaminhamento do informações aos executivos”. Para a Society of Competitive Intelligence Professionals (SCIP), inteligência é: “processo da coleta, análise e disseminação éticas da inteligência acurada, relevante, específica, atualizada, visionária e viável com relação as implicações do ambiente dos negócios, dos concorrentes e da organização em si”.

É vital aos profissionais de inteligência que saibam dialogar com os tomadores de decisão, que saibam entender as necessidades, efetuar o trabalho e comunicar os resultados de forma clara e objetiva. Os departamentos de inteligência, por essência são corporativos, mesmo que vinculados a uma área específica, precisam possuir uma visão geral da empresa, ou seja, existem quatro requisitos básicos: acesso ao processo decisório, visibilidade, ligação com os demais setores da organização e estímulo (Kenneth Sawka, Decidindo a melhor localização para a unidade de inteligência in O milênio da Inteligência Competitiva, 2002). A inteligência para ser efetiva tem que possuir uma base holística.

Resumindo, Itamar Suave (Inteligência Competitiva: a arte de enxergar primeiro, 2004) afirma que: “A Inteligência Competitiva é a arte de ver detalhes, reciclar e formatar ideias. É a capacidade de visualizar o todo de forma diferente e estratégica”.
Nas próximas postagens adentraremos mais especificamente na Inteligência Competitiva e suas possibilidades.

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2 comments

  1. Anonymous

    >Ótimo texto, Luis!
    Bem didático e dá para entender direitinho todos os conceitos.
    Parabéns!
    Abraços,
    Vanessa Alkmim

  2. Anonymous

    >Luis, é uma pena que parou de escrever sobre Geomarketing. Mas pelo menos não parou de escrever! Boa sorte neste novo empreito! Adoro!

    Bjs :)

    Amanda Rodrigues