Relacionamento entre marcas e Facebook passa por crise

Facebook

A audiência nas redes sociais tem sido motivo de preocupação para marcas, que as adotaram como meios de divulgação de informações sobre produtos e serviços, e plataforma para a relacionamento e interação com o seu público-alvo na web. Mas, até quanto estão dispostas a pagar pelo alcance? Antes a estrela de todo plano de marketing, o Facebook já não figura mais como meio principal dentro de uma estratégia digital devido às alterações no seu algoritmo e a diminuição do alcance orgânico.

As marcas já perceberam que não basta ter muitos likes em sua página no Facebook, se a taxa de engajamento de fãs for baixa. É o caso do Eat24, um aplicativo americano de entrega de comida. Em uma carta publicada no seu blog, anunciou o “fim da relação”  com o Facebook onde possuía uma fan page com mais de 70 mil fãs. O motivo alegado: a frustração com os imprevisíveis algoritmos da rede social e a necessidade de investir cada vez mais em Facebook Ads para promover a página e os posts.

O Facebook dita o conteúdo que acha relevante para os usuários e as marcas se veem forçadas a pagar o preço pela exposição. A rede social de Mark Zuckerberg não está tentando puni-las ou diminuir a sua visibilidade, mas quer aumentar o alcance das mensagens que os usuários demonstram gostar. Por outro lado, e ainda que anunciem, o conteúdo publicado pelas marcas terá que concorrer com muitos outros no feeds de notícias das pessoas e isso não garante a visualização das postagens.

Esse seria então o indício de uma possível debandada geral de marcas do Facebook? O Twitter e o G+ são as melhores alternativas no meio digital? Há sim uma crise entre marcas e o Facebook no mercado mundial, porém seria precipitado adotar a saída como estratégia para marcas no Brasil. Vale lembrar que a rede social se mantém até o momento no topo do ranking de acesso no País e possui 83 milhões de usuários brasileiros.

Todas as redes sociais possuem um ciclo, que vai do surgimento, passando pelo ápice, até chegar a sua decadência. O exemplo mais recente é o Orkut, que teve a sua “morte” decretada pelo Google neste ano. Contudo, é muito cedo para falar no fim do Facebook, pois continua crescendo e a sua grande e concorrida audiência deve ser levada em conta. O que as marcas precisam é rever as suas estratégias, buscando ampliar a presença digital e promover também o engajamento e a interação com o seu público em outras redes sociais.

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3 comments

  1. Letícia Gomes

    Excelente material. Tenho um pequeno negócio e utilizo muito as redes sociais para divulgação, e já me deparo com algumas dificuldades.

  2. Olá Valena,

    Ótima reflexão!

    Sinceramente, vejo o facebook com essa crise, preciso explicar porque não conseguimos atingir resultados parecidos como antes para os clientes…

    Acho difícil o Facebook morrer tão cedo, e podemos olhar outras redes, como G+ com um olhar diferente, já que em outros países já está gerando muito engajamento, de repente, para isso acontecer no Brasil, seja uma questão de (pouco) tempo.

    Parabéns pelo post de estréia!

    Um beijo,

    Priscila

  3. Valena

    Obrigada, Letícia e Priscila! :)