Marketing de conteúdo: A procura da escrita perfeita

Se você tem mais de 30 anos como eu, e gosta de rock, talvez o nome Marcelo D2 não lhe seja estranho. Talvez alguns torçam o nariz ao mencionar Rock e Marcelo D2 na mesma frase, mas isso é uma outra história. Em 2003 o cantor lançou um álbum que tinha o título e uma faixa com o nome de A Procura da Batida Perfeita, e isso tem tudo a ver com esse artigo.

A procura da escrita perfeita, não é escrever com um português impecável e com palavras difíceis, é algo completamente diferente. Tem a ver com um conteúdo que seja basicamente útil a quem lê, mas ao mesmo tempo, cause um impacto emocional positivo. Como esse texto e esse aqui.

Perceba que apesar do LinkedIn ser uma rede social, com uma cara mais “profissional” textos “humanos” são os mais comentados e compartilhados.

E uma frase que falo há muitos anos é…

“Somos o que compartilhamos”

Por isso os algoritmos das redes sociais, dão maior alcance para conteúdos que são mais comentados e compartilhados. O que é uma forma de medir o impacto emocional de um conteúdo, basta você ler alguns dos comentários para que “sinta” a emoção das pessoas.

No livro “Contágio: Por Que As Coisas Pegam?”, um dos pontos mais interessantes citados é sobre o impacto de conteúdos positivamente emocionais terem um alcance maior que os conteúdos de emoção negativa.

E as perguntas que eu quero fazer para você faço são…

  • Como identificar uma escrita perfeita?
  • A escrita perfeita deve ser medida por curtidas ou por comentários (alguns críticos demais outros positivos demais) e compartilhamentos?
  • Quem é que pode dizer que uma escrita é ou não perfeita?
  • Se o que importa é engajamento, por que as pessoas ainda olham para os views?

Eles arrastam multidões

Não tem como falar da “escrita perfeita” sem citar o LinkedIn Pulse e seus “Voices”.

No ano passado elegeu 14 pessoas “comuns” que mais se destacaram na plataforma através de seus conteúdosSeus conteúdos talvez sejam o mais próximo da “escrita perfeita”, e não sou eu quem digo…

Basta você ver que seus conteúdos, além da excelente escrita, tem grande repercussão e influência sobre as pessoas que os acompanham.

Para você ter uma ideia, hoje o LinkedIn tem mais de 26 milhões de usuários no Brasil e só o Paulo Fernando Silvestre, a Flavia Gamonar, Nana lima e o Mark Tawil tem quase 1 milhão de seguidores somados.

Veja na imagem abaixo, que o público do LinkedIn não se “encanta por qualquer conteúdo”, como acontece em outras redes sociais.

No Instagram, por exemplo, uma mulher de rosto bonito e um corpo “malhado” consegue com facilidade alguns milhares de seguidores. Se você não acredita basta dar um pulo na rede social e dar uma olhada rápida através das hashtags populares e provavelmente você vai encontrar alguma relacionada a moda, fitness ou derivados.

Não estou dizendo que isso é certo ou errado, bom ou ruim, mas que não é preciso ter um conteúdo de verdade ali para chamar a atenção das pessoas.

A combinação perfeita do Instagram é rosto bonito (muitas vezes nem isso é preciso) + corpo fitness + filtros (ou fotos profissionais mesmo) e boom!

1k, 10k ou 100k de seguidores, e assim surgem centenas e talvez milhares de “influencers” ou influenciadores digitais.

No caso do LinkedIn você pode igualar o poder de influência ao Youtube, ou talvez até mais, já que conteúdo de qualidade não é algo que chama tanta atenção assim na plataforma. Basta dar uma olhada nos vídeos em alta do momento que você vê…

O outro lado da moeda

O lado negro da força do conteúdo… é algo que acontece tanto em mercados “novos” como o Brasil, quanto em mercado mais maduros como Estados Unidos.

O mercado do Brasil é considerado novo, pois as buscas para palavras chave como marketing de conteúdo e Inbound marketing, praticamente não existiam antes de 2012.

Veja em comparação aos Estados Unidos no mesmo período de 2012 a 2017.

E qual é o lado negro da força?

A mesmice!

A grande maioria está na briga pelas primeiras posições no Google e criam uma série de conteúdos, remodelados de outros com a mesma palavra chave.

Quais são os objetivos desses profissionais?

Conquistar as primeiras posições e gerar tráfego! Não necessariamente nessa mesma ordem…

Claro que não é fácil criar um conteúdo diferenciado (e quem disse que seria?), mas criar conteúdos parecidos (e alguns até idênticos!), só vai gerar um “desgaste” da sua imagem na internet (ou da sua empresa).

Se você veio em busca de uma resposta… Veio ao lugar errado!

Se você quer respostas procure um “guru” na próxima URL, porque aqui o meu papel é provocar você e não te ensinar.

Aliás quem disse que eu tenho “cacife” para ensinar alguém, alguma coisa?

A grande maioria das pessoas estão absolutamente acomodadas em seus notebooks e smartphones procurando por uma resposta de alguém, ao invés de trilharem o seu próprio caminho.

Encontrar a escrita perfeita consiste em você criar e trilhar o seu próprio caminho e não simplesmente seguir as “receitas” de um cara que está dizendo para você o que fazer.

Claro que é possível e recomendável que você pegue um pouco daqui e dali para aplicar e ver o que e como funciona melhor para você.

Sabe qual é o medo das pessoas de agirem assim?

Elas não tem em quem colocar a culpa se algo der errado, já que não tinha ninguém para lhes dizer o que fazer.

A escrita perfeita existe e é criada todos os dias, por pessoas comuns iguais a eu e você. 

Isso é um fato? Uma verdade? Um mito ou uma falácia da minha parte? 

Só a sua reação poderá dizer e adivinha qual é? Me dizendo o que achou desse artigo.

Até a próxima!

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