O conceito de Inteligência é complexo e polêmico. Não há um consenso sobre o adjetivo que deve acompanhá-lo no que tange ao mundo corporativo. Relativamente ao conceito de inteligêcia (cognitivamente), ela é entendida como flexibilidade na resposta adaptativa às circunstâncias ambientais. De acordo com o Prof. Robert Sternberg (Beyond IQ, 1985), um indivíduo inteligente é percebido como capaz de resolver bem problemas, de raciocinar com clareza, de pensar logicamente, de utilizar um vasto vocabulário e dominar um largo espectro de informações mas também como capaz de balancear informação, de se orientar para objetivos e metas pessoais e de mostrar eficácia na resolução de situações da vida prática, por oposição a contextos estritamente acadêmicos. Ainda de acordo com Robert Sternberg (Beyond IQ, 1985), numa pesquisa com professores de diferentes áreas, arte, gestão, filosofia e física, o conceito de inteligência sofreu variação, conforme segue:

– Arte: acentuam o conhecimento e a capacidade de o utilizar para pesar alternativas e identificar analogias;
– Gestão: capacidade raciocínio lógico e de concentração nos aspectos essenciais de um problema;
– Filosofia: capacidade de raciocínio lógico e de crítica, de compreensão de argumentos complexos, de descoberta de erros sutis e de contra-argumentação;
– Física: precisão do pensamento matemático, e da capacidade de estabelecer relações entre fenômenos observados e leis da física e a perspicácia na compreensão das leis da natureza.

Para a estruturação e manutenção da área de Inteligência numa empresa, qualquer que seja a adjetivação que se pretenda (competitiva, de mercado, comercial, geográfica, financeira etc), tem que se ter em mente o aspecto multifacetado do conceito de Inteligência, pois nossa concepção (acrítica) afeta o futuro da área que pretendemos desenvolver. Um bom profissional de inteligência tem que possuir um pouco de cada habilidade citada.

Uma discussão importante que devemos atentar é sobre a competição no ambiente de negócios. A presença de competidores estimula o mercado como um todo por perpetuar a competição como motor ao desenvolvimento, e quanto mais problemas propostos, maiores as possibilidades de crescimento (dinâmica competitiva). Sofremos pressões ambientais contraditórias no sentido dos movimentos de cooperação e de competição. Qual a relação entre inteligência cognitiva, ambiente de negócios e áreas específicas de Inteligência intra-corporativas?

A especialização e complexidade do universo competitivo exigem a especialização, os tomadores de decisões estão cada vez mais distantes dos processos tático/operacionais. A inteligência se faz necessária para a ampliar e oferecer alternativas estratégicas para os decisores, seja ela, de mercado, competitiva, comercial, logística etc. O esforço pela inteligência é vital, e faz necessário, melhor ainda se ela ocorrer de maneira cooperativa no ambiente interno da empresa.

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O Implantando Marketing visa a união dos profissionais das áreas de Marketing e Comunicação Empresarial e busca formas de divulgação e crescimento dessas áreas através da Implantação de Departamentos de Marketing e Comunicação em pequenas e médias empresas. Para isso, compartilhamos experiências e conhecimentos necessários aos profissionais e empreendedores que querem se beneficiar dessa Implantação. Envie o seu currículo e escolha um dos núcleos do projeto.

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2 comments

  1. Ola Luis Paulo!

    Otimo texto. Esses tempos fui em uma palestra sobre Inteligencia Competitiva e as pessoas foram questionadas sobre o que eh inteligencia, o que significa e etc.. O seu texto deixa esse tema mais clara.

    Para mim, inteligencia no mundo corporativo esta relacionado com as habilidades em lidar com pessoas (seja colegas de trabalh, chefes ou clientes), trabalhar com prazos, panejamento e etc. Ou seja, nao adianta nada eu ser PHD em marketing, se nao consigo me relacionar, converser com a area financeira, por exemplo, nao eh verdade?

    Abraco,

    Priscila

  2. Luis Paulo Farias

    Sem dúvida Priscila!

    Numa conversa com alguns membros da SCIP Brasil (Strategic and Competitive Intelligence Professionals), foi ressaltado que a IC tem que ser transversal na organização, e ainda, ela deve ter as portas abertas e os muros quebrados! Uma área de IC que fica enclausurada na torre de marfim está criando as próprias condições para sua extinção. Ou seja, comunicação é fundamental.

    Abraço Priscila,

    Luis Paulo