O engagement ou a implicação do usuário na OMExpo Madrid 2012

Essa semana na capital da Espanha houve a feira de marketing digital OMExpo Madrid 2012, que quebrou o recorde de público de participantes, chegando aos 10.200 profissionais do setor de publicidade e marketing, aumento de 19% que o ano passado.

Entre os convidados ilustres, estava Ezequiel Ruiz Linares, Diretor Criativo da agência de publicidade Sra. Rushmore Madrid, que abordou o conceito “engagement” na “Criatividade em comunicação digital ou como implicar ao espectador”.

Engagement tem sido uma das palavras mais escutadas nos dois dias de congresso, devido a consolidação das redes sociais, isso tem criado uma implicação total do usuário com as marcas, que tem mudado a relação marca-cliente e as petições nos briefings.
Atualmente na Espanha estão pedindo para as agências publicitárias fazerem campanhas especificas e exclusivas que se apliquem nas redes sociais, já que é a maneira de se aproximar de forma natural ao público, de fazer parte da vida das pessoas, segundo Ezequiel Ruiz.
Na sua apresentação, Ezequiel Ruiz, também indicou alguns dos aspectos mais importantes para criar engagement, ele falou de entreter, ser interativo, pessoalizar, criar comunidade, escolher o formato perfeito, criar eventos, fomentar a participação, ser útil, escutar ao consumidor, conhecer o médio, a criatividade, intuição e a experiência, entre outros. Mas o elemento fundamental é a vontade, a vontade para reinventar formatos, apoio publicitário, histórias, vontade para viver em constante renovação e atualização.

Esses são alguns dos aspectos para conseguir que o espectador se identifique com uma marca, já que o usuário não gosta que a marca fale que ela é fantástica, ou que ela é a melhor, primeiro vai ter que demonstrar que é, para depois poder falar.

Para conseguir o engagemen, a campanha deve emocionar ao usuário, deve ser útil ou dar algo sem pedir nada em troca, a gratuidade é um bom meio para envolver as pessoas.
O convidado comentou que o importante é gerar conteúdo relevante e que não resulte algo forçado, não é preciso mencionar a marca, o justo e necessário é suficiente, se não for assim, tem o risco de perder credibilidade. Um exemplo correto de engagement é a campanha “40 dias na cama” de Flex, http://www.flex.es/40diasenlacama/ .
Ezequiel Ruiz finalizou sua apresentação com propostas mais ajustadas é formatos mais simples, e também pode-se conseguir implicações, com criatividade e inovação para surpreender , como a campanha de Tweettoys de Movistar que permitia dar votos de boas festas no Natal nas redes sociais com combinações de bonecos diferentes a cada mensagem que o usuário enviava , nessa campanha foi criado um novo formato. http://goo.gl/hC8Ch
Definitivamente, a inovaçao, a criatividade, o conhecimento das mídias, e acima de tudo a interação com o usuário nas redes sociais, estão por trás (ou são a base) do engagement.

 

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6 comments

  1. Priscila Stuani

    >Muito obrigada por compartilhar essas informaçôes com a gente! Gosto dessa idéia de "intecâmbio cultural em Marketig e Publicidade".

  2. André Varga

    >Excelente ponto.

    Cada vez mais as marcas buscam nas campanhas de Marketing o "engajamento' do consumidor. Isso é uma tendência recente, porém muitas empresas ainda não entendem:
    "-Como assim, devo primeiro me preocupar em engajar meu público, para só depois TALVEZ vender-lhe algo?"
    "-Quer dizer que devo gastar o budget agora com atividades de engajamento, esperar algum tipo de venda 'só depois'?"
    …sim!
    Estamos vivendo tempos diferentes. Os "bons tempos" em que bastava anunciar que o produto vendia (sendo bom mesmo ou não) faz tempo se foram. Hoje a competitividade alcança fronteiras globais. E os consumidores se deram conta disso. E querem muito mais que simplesmente comprar um produto ou usufruir de um serviço.
    E para isso, as empresas precisam demonstrar estar DE FATO interessados nas necessidades dos possíveis clientes, de forma AUTÊNTICA e não apenas interessadas na venda.
    Ai que entra o ENGAJAMENTO.
    As empresas passam a oferecer benefícios muitas vezes não diretamente ligados ao produto/serviço em si, mas algo que engaje os consumidores, não simplesmente impacte ou alcance esses consumidores com comunicação (de antigamente).
    E as empresas que primeiro abrem os olhos para isso, primeiro vão beneficiar-se desse engajamento… e a médio-longo prazos, fazer mais vendas que seus concorrentes.
    Mas como tudo novo, necessita "evangelização". As empresas ainda estão aprendendo timidamente em muitos casos. Um bom campo para se estudar e dedicar.
    :)
    < / >.

  3. Isabel Gareta

    >Muito obrigada Pris e André pelos coments, tomara que esse seja o primeiro de muitos posts para conseguir acercar o Marketing e a Publicidade mesmo estando tão longe.

    Verdade André que a relação marca-cliente tem mudado muito com a chegada da Web 2.0. Vou recomendar aqui um livro muito interessante que aborda o novo comportamento que as marcas tem ou deveriam ter com os seus usuários/consumidores, WALLOVITS, J. y VIRGILI, P. (2011): La reconciliación con el consumidor. Barcelona, Empresa Activa. Esta é a versão em espanhol, perfeita para praticar, e além disso o livro é pequeno demais para ter menos escusa pela falta de tempo rsrs.

    Obrigada pelo apoio, abraço!

  4. André Varga

    >Legal ISABEL.
    Vou procurar pelo livro. Que bom que seja pequeno. KKK… =)
    De repente tem em português. "Se no, español tampoco es problema".
    Gracias.
    :)
    < / >.

  5. Flávia

    >Parabéns pelo post Isabel! Muito bom compartilhar com a gente!

  6. Isabel Gareta

    >Muito obrigada Flávia! com esse apoio da vontade de trabalhar mais e mais ;)