O Fim do Facebook? Sim, é possível!

As redes sociais mudaram a vida das pessoas desde 1994 com a plataforma Geocities e hoje, elas chegam ao seu auge com o Facebook, mas será possível pensar no Fim do Facebook?

A construção da sociedade atual obrigatoriamente se forma com auxilio das redes sociais, afinal mais do que conectar pessoas elas conectam “informações” ou “dados digitais”, ao colocar opiniões e afirmações na rede social às pessoas constroem “relações digitais” que vão além das células sociais que elas fazem parte.

A força de uma rede social é justamente a conexão das pessoas através de informações, pois elas correspondem aos interesses que os usuários buscam na rede social, e quando essas informações começam a serem questionadas às próprias redes sociais passam a serem questionadas também já que elas refletem um ponto de convergência entre as células sociais.

Veja o que é célula social.

“A convergência de pessoas que não se conhecem através de opiniões ou informações é uma consequência natural da evolução da sociedade graças ao avanço da tecnologia.”

No passado muitas pessoas tinham opiniões em comum, mas não tinham conhecimento de quantas delas existiam, hoje as redes sociais e a internet disponibilizam os “dados digitais” através do mundo, o que faz as pessoas se unirem e fortalecerem sua relação interpessoal, que por consequência cria células sociais específicas.

Porém o título da matéria é: O Fim do Facebook?

O Orkut teve fim principalmente por perder seus “formadores de opinião” que eram os principais líderes das comunidades virtuais que existiam no Orkut, é com o nascimento de um concorrente forte, como o Facebook, e com os líderes migrando de plataforma foi questão de tempo o seu fim. O que fica claro através desta história do Orkut é

“redes sociais são feitas de usuários, se eles saírem à rede acaba”.

Outro quesito importante que devemos observar para entender sobre o Fim do Facebook será a questão da qualidade da informação e da forma como às plataformas sociais lidam com elas. Informações falsas já destruíram grandes empresas da mídia, na história da mídia impressa podemos ver claramente que empresas de informação devem ser responsáveis pelas informações que divulgam e ser penalizadas caso sejam usadas para propagar informações falsas e de má fé.

Então temos claramente dois quesitos que são divisores de águas para redes sociais:

  • Usuários na Rede
  • Veracidade da Informação

O Facebook entendeu rapidamente estes dois quesitos, mas sempre se preocupou com somente um deles: os Usuários.

Para garantir que os usuários não sairiam de sua rede ele fez uma sacada de mestre e disponibilizou que pessoas e ou empresas pudessem criar seus respectivos perfis na rede social e utilizar ela para agregar pessoas para seu negócio. Com isso ele garantiu um “motivo” para as pessoas permanecerem, ele buscou se tornar uma plataforma de “registro de dados digitais” como às grandes empresas de dados digitais como o Google.

Ao se tornar uma “Plataforma de pesquisa digital” o Facebook garantiu sua permanência no mercado, porém deixou um ponto crucial de lado “Veracidade”.

Ao se abster de entrar firme na questão de “Veracidade” às grandes empresas de mídia perceberam sua fragilidade já que simplesmente “divulgar” não é suficiente. Durante anos as empresas de mídia são cobradas pela sua “veracidade” e “responsabilidade” ao divulgar informações, porque uma rede social não deveria ser cobrada também, e para ficar pior, perceberam que o Facebook não estava realmente se preocupando com isso e principalmente não se preocupava com quem são os “Usuários” que estão se cadastrando na rede.

No quesito “Veracidade da Informação” o ano de 2017 foi uma série de tapas na cara do Facebook. No total foram quase dez pedidos de desculpas formais por falhas técnicas que permitiram a propagação de informações falsas em sua plataforma, e no fim de 2017 a plataforma quase entrou em colapso provando que “Veracidade” é sim, um quesito fundamental a ser trabalhado internamente.

Como fez um bom trabalho de base no quesito “Usuários” a cada dia a plataforma aumenta suas aquisições de novos participantes, mas a que custo? Já que muitos deles são “Fakes” e entram na rede para divulgar “Fakes”.

No mês de fevereiro ocorreu o que ninguém esperava, um dos três maiores anunciantes mundiais, Unilever, ameaçou os grandes intocáveis, Google e Facebook, prometendo sair da plataforma caso não agissem para resolver a questão “Veracidade”.

Venho analisando o comportamento social das pessoas nas redes sociais desde 2012 quando realmente coloquei as Redes Sociais como fundamentais para a construção do Marketing nos dias atuais, e visivelmente as pessoas também estão mudando nos últimos anos, já observei diversos profissionais de marketing e formadores de opinião saindo do Facebook no ano de 2017, e pessoas comuns também estão se questionando sobre a utilidade da plataforma no seu dia a dia e ao tomarem consciência acabam saindo da plataforma caso ela não esteja realmente sendo útil.

Nos últimos anos vem acontecendo um estudo em algumas universidades americanas para estudar como o Facebook age e muda a vida das pessoas, e pasmem o resultado é que o Facebook deixa as pessoas tristes. O que era para ser um espaço de amigos felizes se tornou um espaço de tortura mental para a maioria das pessoas, já que o Facebook é literalmente uma ferramenta “Egocêntrica”, as pessoas buscam aprovação da sociedade através da plataforma e caso não recebam fazem questão também de demonstrar sua insatisfação com a sociedade ao redor, quantas vezes você está “Puto da Vida” querendo postar ao mundo suas dúvidas e revoltas, daí se lembra do “Branding Pessoal” que deve manter para estar dentro do “perfil” que você busca, que as pessoas vejam e evitamos “estardalhaço” para manter uma aparência digital “saudável” perante as sua células sociais.

Em outros casos onde as pessoas não conseguem segurar essa frustração elas acabam postando brigas, revoltas, se isolam cada vez mais e por fim, tiram a vida ao vivo utilizando a rede social como uma arma de tristeza, tentando mostrar que a culpa é de todos que o abandonaram, maltrataram, etc…

Então temos o problema principal que o Facebook causa na Sociedade e que está sendo estudado pelas universidades americanas, o Facebook causa um “descolamento social” onde as pessoas são absorvidas pelo mundo digital e esquecem de viver sua vida real, colocando sua vida como dependente da aprovação social da plataforma e vivendo para manter esse “status” invisível que é criado pelo mundo digital.

“O objetivo inicial do Facebook era que as pessoas vivessem suas vidas e compartilhassem esta informação na plataforma, e não que elas vivam para a plataforma.”

Em contra partida com as ultimas mudanças de algoritmos as empresas que viam uma grande oportunidade de captar leads percebem que quem manda na plataforma não são eles e a tendência é uma saída em massa das empresas que fornecem conteúdo, mas a saída de grandes empresas e seu “investimento digital de comunicação” será suficiente para o Fim Do Facebook?

Sim, é possível o Fim do Facebook!

Obvio que dependerá dos pequenos negócios de usuários, já que são eles que garantem que a rede social exista, se ela continuar a fornecer uma possibilidade de divulgação comercial e se tornar uma fonte de informação confiável, ela vai conquistar seu grande objetivo que é se tornar uma plataforma de pesquisa digital e somente ao fazer essa mudança posso afirmar que ele continuará existindo, senão…

O Facebook tem uma grande missão neste ano de 2018, iniciar o início do fim, ou iniciar o fim para um novo começo.

Alguns dados:

  • A rede social adicionou 57 milhões de novos usuários durante o trimestre.
  • US $ 12,972 bilhões na receita total no trimestre, um aumento de 47,3% em relação aos US $ 8,809 bilhões no mesmo trimestre de um ano atrás.
  • US $ 12,779 bilhões em receita de publicidade no trimestre, um aumento de 48,1% em relação aos US $ 8,629 bilhões no mesmo trimestre do ano anterior.
  • 1.401 bilhões de usuários ativos diários, um aumento de 14,2% em comparação com 1,227 bilhões no ano passado.
  • 2.129 bilhões de usuários ativos mensais, um aumento de 14,5% em relação aos 1.860 bilhões.

Fontes:

https://www.tecmundo.com.br/redes-sociais/33036-a-historia-das-redes-sociais-como-tudo-comecou.htm https://olhardigital.com.br/noticia/relembre-o-declinio-do-orkut/42861

O início do fim do Facebook


https://canaltech.com.br/redes-sociais/Fim-do-Facebook-De-acordo-com-este-estudo-isso-esta-longe-de-acontecer/ https://www.propublica.org/article/facebook-enforcement-hate-speech-rules-mistakes http://meiobit.com/277613/estudo-morte-facebook-ate-2020-princeton-piada-resposta-na-mesma-moeda/ https://www.istoedinheiro.com.br/facebook-termina-2017-em-forma-apesar-do-menor-tempo-de-conectividade/ https://www.digitalcommerce360.com/2018/01/31/facebooks-mobile-ad-revenue-jumps-55-in-q4/

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1 comment

  1. yeliz

    Devagar com o andor Marisa. Nesta briga toda, com certeza existem lobos vestidos em pele de cordeiro. É bom que saibamos quem é lobo e quem é cordeiro. Eu vi o documento publicado pelo Wadih e ele surpreendentemente inocenta o Moro. Se trata de um documento com assinatura ilegível e sem nome, que supostamente foi emitido pela justiça espanhola confirmando que não encontrou o Tacla Duran no endereço fornecido pela justiça brasileira. Se o endereço era falso, com certeza não iriam encontra-lo no endereço fornecido. O documento conseguido por Romulus é um pedido de colaboração à justiça espanhola para que convocasse o Tacla Duran para ser interrogado pela Lava jato na Espanha. Neste caso não havia endereço e o Tacla Duran foi encontrado e a Lava jato se furtou ao interrogatório por ela pedido, segundo o próprio Tacla Duran. Este documento prova fraude da Lava Jato. Para minha surpresa o Romulus foi atacado imediatamente e o que prevalece é o suposto documento que inocenta o Moro. Se este documento, fornecido pelo Wadih, permanece na provocação enviada à PGR, Pimenta e Wadih trabalham para o Moro. Questionei o site do Miguel e do Nassif sobre a veracidade dos dois documentos, uma vez que tanto o Nassif quanto o Miguel atacaram duramente o Romulus, e em seus artigos não existe nenhum comentário sobre os documentos. Os dois deletaram meus comentários.