Segundo o Dr. Peter Steidl, um estudioso e especialista em branding, os consumidores possuem dois circuitos paralelos em suas mentes, um para tomada de decisões, ou seja, realizar, e outro para raciocinar, pensar. Esse circuito de tomada de decisões é a mente inconsciente, já o circuito do raciocínio é o nosso consciente.

Pesquisas apontam que trabalhamos com até 90% de todo o nosso tempo com a mente inconsciente. Devido ao excesso de estímulos, informações e ruídos ao nosso redor, nosso cérebro entra no estado de autodefesa e memória seletiva, a fim de evitar uma pane no sistema.

A mente consciente, também conhecida como córtex pré-frontal, tenta prevalecer constantemente sobre a nossa mente inconsciente, também conhecida como sistema límbico. Acontece que como esse circuito do agir e realizar é mais antigo do que o circuito da tomada de decisões, ele se sobrepõem na grande maioria das vezes.

É importante salientar que nosso sistema límbico é multi-tarefas, capaz de realizar várias coisas ao mesmo tempo, além de processar as informações e decisões em milésimos de segundos. Já o córtex pré-frontal é mais analítico e moroso, demora mais para analisar as diferentes situações.

Por que é importante ter conhecimento desses aspectos de neurociência? Porque é através do sistema límbico que os profissionais de marketing devem atuar, criando marcadores somáticos – pontos de contato – a partir de experiências emocionais anteriores, apoiada em decisões do dia-a-dia dos consumidores, trabalhando uma área poderosa do marketing, o Neuromarketing.

Sabemos que aproximadamente 80% das decisões de compra são decididas no ponto de venda (PDV), e que o nosso cérebro consome cerca de 20% de toda a energia utilizada pelo corpo humano. E como tudo que demanda energia tem como característica economizar, nosso cérebro não é diferente, procura atalhos, situações e caminhos aparentemente mais fáceis para tomada de decisões. Questão mesmo de sobrevivência.

Dito tudo isso podemos afirmar, o momento da verdade é decidido inconscientemente, numa velocidade surpreendente. Tem que haver uma experiência agradável, seja através de estímulos sensoriais, como aromas, texturas, cores, sons e sabores, ou um atendimento de encantamento, atalhos, conveniência e praticidade, senso de urgência, gatilhos mentais, exclusividade, emoção, validação social, e até mesmo o medo. Enfim, são inúmeras opções.

Essas várias técnicas podem e, certamente, fazem a diferença no momento da verdade sendo positivo no trabalho de branding da marca e no aumento das vendas. Deixo aqui um exemplo para otimização de vendas através de técnicas do Neuromarketing. Sabe aquele supermercado que tem a padaria logo na entrada do estabelecimento? Então, o delicioso cheiro do pãozinho de sal vai acionar seu marcador somático e fazer com o que você já garanta o seu próximo lanche sem mesmo precisar.

Não deixe escapar uma oportunidade. Faça o seu organismo influenciar sua mente consciente, somos racionais, mas acima de tudo emocionais.

Já percebeu o quanto somos influenciados inconscientemente?

Grande abraço!

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