Preço Baixo é Sinônimo de Sucesso no Varejo Eletrônico Brasileiro…. Será ?

Durante os últimos anos, a mídia especializada, notícia após notícia, exalta o crescimento constante do Varejo Eletrônico nacional, onde a variedade de produtos e serviços disponíveis, bem como,  a confiança dos consumidores nesse tipo de Varejo é cada vez maior. Com todos esses ingredientes,  o crescimento do Varejo Eletrônico no Brasil é visto com ótimos olhos, por clientes, profissionais de Marketing, empresas e investidores.

Porém, existe um outro ingrediente que é atribuído como fator de sucesso do Varejo Eletrônico brasileiro que sinceramente me incomoda :  O fator Preço.

Como Profissionais de Marketing, sabemos que estamos o tempo todo em busca de maiores margens e rentabilidade, bem como, na universidade sempre aconselhamos os alunos que  “em caso de crise, mexam em tudo nos produtos e serviços… menos no preço” .

Ou seja, chega a ser uma incoerência, o  Varejo Eletrônico, que trata-se de um canal de vendas excepcional, ser sempre comparado a preço baixo. Será mesmo que o Varejo Eletrônico no Brasil só é sucesso por causas dos preços mais baixos praticados? Será mesmo que nós, profissionais de Marketing, deixaríamos isso acontecer?

Algumas Startups  que começam a surgir no cenário do Varejo Eletrônico brasileiro, nos mostram que o desenvolvimento desse tipo de Varejo passa agora pelo seu momento de “Rentabilização”.

Utilizando a estratégia de agregar serviços aos produtos vendidos, temos exemplos de empresas de Varejo Eletrônico que além de venderem seus produtos (produtos mais caros do que o normalmente praticados), também agregam serviços aos clientes.

Por exemplo, em época de volta às aulas uma empresa de Varejo Eletrônico brasileira, oferecendo comodidade aos clientes, recebe a lista de materiais dos pais e estudantes e  oferta ao menos 3 listas com produtos e preços diversos para a escolha do consumidor. Obviamente que tal conveniência custa mais caro do que todo o “trabalho” que o consumidor teria em pesquisa e escolher os produtos.

Além do exemplo acima, temos varejos eletrônicos de bebidas, festas, materiais de limpeza doméstica e uma infinidade de segmentos que passam pelo processo de “Rentabilização” do Varejo Eletrônico.

Nós, profissionais de Marketing agradecemos.

Mexa em tudo, menos no preço. Se é pra mexer no preço, que seja para cima!

Até a Próxima!

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O Implantando Marketing visa a união dos profissionais das áreas de Marketing e Comunicação Empresarial e busca formas de divulgação e crescimento dessas áreas através da Implantação de Departamentos de Marketing e Comunicação em pequenas e médias empresas. Para isso, compartilhamos experiências e conhecimentos necessários aos profissionais e empreendedores que querem se beneficiar dessa Implantação. Envie o seu currículo e escolha um dos núcleos do projeto.

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27 comments

  1. Stefanie O Farina

    Boa tarde,

    No meu ponto de vista, o varejo eletrônico tem o seu lado bom e seu lado ruim, bom porque traz comodidade e oferece rapidez na compra. Hoje em dia tudo que é rápido e pratico, faz com que as pessoas prestem mais atenção, vira o principal assunto, e rapidamente a mania do momento. Já o lado ruim é a insegurança, algumas pessoas acham um pouco arriscado em algumas situações, por ainda não terem se adaptado com essa nova tecnologia de comprar pela internet ou pagar suas contas também pela internet. Tenho conhecidos que ainda não sentem segurança em fazer compras, pagar contas, fazer reservas em hotéis, entre outras coisas através de um site, mas confesso que acho uma grande evolução, um avanço para sociedade.
    Eu particularmente aço muito bom, tendo segurança e trazendo um bom resultado para população, não vejo problemas em usar essa tecnologia.

    Parabéns pela publicação.

    Att,

    Stefanie

    • Clayton Alves Cunha

      Stefanie,

      Olhando para o crescimento desse tipo de varejo, creio que em algum momento, muitos paradigmas quanto à segurança serão revistos.
      O problema é transformar toda essa inovação em rentabilidade, de forma sustentável!

      Muito obrigado pelo Comentário!

      []’s

      Clayton Cunha.

  2. Stefanie O Farina

    Lembrando que algumas coisas vale a pena comprar pelo preço baixo, mas nem sempre sai barato depois que você recebi em casa. Algumas coisas definitivamente não são como estão no catálogo ou na tela do seu computador.
    Por isso é bom sempre ficar atento as informações.

    Até logo!

    • Clayton Alves Cunha

      Stefanie,

      Obrigado pelo Comentário!

      []’s

      Clayton Cunha.

  3. Legal Clayton, a questão do preço é muito importante mesmo e fazendo um gancho com o que você comentou, e vendo por outra perspectiva, o que você acha sobre as empresas que praticam um preço no e-commerce e na loja física é outro valor?

    Os aplicativos de consulta de preço permite que o cliente questione o vendedor no “momento da verdade”. O que fazer quando isso acontece?

    Abraço!

    Priscila Stuani

    • Clayton Alves Cunha

      Priscila,

      Realmente sua questão é muito importante e intrigante.
      Como profissional de CRM, costumo dizer que o melhor é a padronização dos discursos em busca da satisfação dos clientes.
      Porém, contuto, entretanto, todavia (kkk), e aprofundando mais em CRM, já é possível realizar estratégias de preços diferenciadas de acordo com a demanda de produtos online e também fisicamente, através de modelos estatísticos e preditivos que são cada vez mais sofisticados e precisos.
      Logo, creio que a tendência é que cada vez mais a política de preços seja científica, onde a demanda e o tráfego de clientes determinem os preços no varejo. Amazon e Best Buy já se utilizam de tais modelos com muito sucesso!

      Obrigado pelo Comentário!

      []’s

      Clayton Cunha

  4. O preço pode até ser um atrativo inicial. Mas acredito que a comodidade da compra e a possibilidade de adquirir produtos diferentes são a grande vantagem.

    • Clayton Alves Cunha

      Janaina,

      É verdade.
      Dada a sua resposta, se o preço é um atrativo inicial, o varejo online poderá cobrar pela comodidade que vc comenta?
      Obrigado pelo Comentário!

      []’s

      Clayton Cunha.

  5. Mirillian Macedo

    Realmente o Varejo eletrônico facilita muito a vida das pessoas, é uma forma espetacular se ganhar clientes e porém conforme a Stefanie disse nem tudo é como parece, por isso devemos ter muita confiança no site escolhido para compra.

    Sds

    • Clayton Alves Cunha

      Mirillian,

      Obrigado pelo Comentário!

      []’s
      Clayton Cunha.

  6. will

    concordo baixando o preço a enpresa perde na rentabilidade
    e desvaloriza o produto.

    • Clayton Alves Cunha

      Will,

      Obrigado pelo Comentário!

      Mexa em tudo, menos no preço! kkk

      []’s

      Clayton Cunha.

  7. Bruna de Alencar

    Olá, Boa Noite

    Acredito que as empresas que utilizam do preço como forma de concorrência, precisam e urgente de um novo modelo de gestão e acompanhamento, ou até mesmo um novo profissional de Marketing!
    Nossa profissão nos proporciona tantos caminhos… O intuito hoje num é somente o preço, o cliente precisa de mais, ele quer mais! o Varejo “nasceu” para explorarmos necessidades, comodidades e enfim oferecermos além de preço, sim, serviços especializados e diferenciados.
    Nada mais justo que os verdadeiros analistas desfrutem dos clientes fiéis e de rentabilidade para seu negócio.

    E claro nós desfrutemos desta ferramenta!!!
    Abraços,

    • Clayton Alves Cunha

      Bruna,

      Concordo contigo no que tange ao modelo de gestão e acompanhamento.
      Sou extremamente favorável, por exemplo, ao Marketing sendo cada vez mais próximo de uma ciência de consumo, do que somente um campo de percepções!

      Obrigado pelo comentário!

      []’s

      Clayton Cunha.

      • Bruna de Alencar

        Olá!!!

        O Senhor sabe se já há literaturas sobre Ciência do Consumo?
        Aguardo indicações de leituras!

        Abraços,

  8. Simone Russello

    Geralmente o ser humano acredita que preço alto é sinônimo de qualidade. Portanto não vejo como desvantagem um determinado varejista não ter o melhor preço do mercado.
    Porém a percepção do cliente quanto ao valor do produto é importante.
    É preciso demonstrar qualidade, bom atendimento, pontualidade e confiança ao cliente.

    • Clayton Alves Cunha

      Simone,

      É verdade! O preço é resultado de uma série de fatores, que fazem com que o cliente perceba um valor superior no preço que paga no final das contas!

      Obrigado pelo comentário!

      []’s

      Clayton Cunha.

  9. Amanda Cabral

    Esses dias estava pensando sobre isso depois de passar por uma experiência…
    Nos Estados Unidos existe a prática de Cupom de desconto… É algo normal, e que muitas pessoas utilizam. Aqui no Brasil, temos alguns sites que concedem também estes cupons.
    Eis que estava procurando um produto X para adquirir, e no site estava com o preço de R$ 179,90. Fui no site de cupom desconto, e consegui um de 20% para o produto que queria, cliquei no cupom e fui redirecionada para o site para finalizar a compra. Para minha surpresa, o valor do produto estava por R$ 199,00 com 20% de desconto.
    Oi? Sou o bozzo né?
    Com isso, fui verificar cupons de outros produtos, e para minha surpresa, era tudo a mesma coisa…

    Contudo, o varejo eletrônico facilita muito a nossa vida, principalmente para quem não tem tempo de fazer pesquisas de preço e etc.. Existem sites que já fazem pesquisa de preço, você digita o produto que deseja, e já aparece a lista de lojas online com os menores preços…
    Muito bom!

    • Clayton Alves Cunha

      Amanda,

      Esse caso que vc comentou é um tanto quanto intrigante.
      Na verdade, creio que no caso relatado, temos uma propaganda enganosa…
      Ou seja, a antítese do que penso ser a proposta de Marketing.
      Atuar com o preço baixo é uma coisa, levando em consideração todos os riscos de rentabilidade inerentes à estratégia.
      Outra coisa muito diferente (e pior), é utilizar estratégias duvidosas somente para gera tráfego e acessos ao site de Varejo eletrônico!

      Obrigado pelo Comentário!

      []’s

      Clayton Cunha.

  10. Edgar Lages Nunes

    Eu particularmente acho que o varejo eletrônico oferece vantagens quando se descarta a nessecidade de “experimentar” o produto, dadas as limitações intrínsecas ao “cyber espaço”. Ou seja, na compra de um par de tênis, por exempo, eu prefiro estar na loja e calçar cada um dos pés, verificar o conforto, e entre outras coisas poder pagar e levar o produto.

    • Clayton Alves Cunha

      Edgar,

      O que vc diz é verdade, porém é necessário lembrar que já existem muitos clientes que mesmo para compras mais “íntimas” , já utilizam esse canal!

      Muito obrigado pelo comentário!

      []´s Clayton Cunha

  11. Angela Panseri

    Olá Clayton!

    Acredito que o grande problema DO RECEIO HOJE, das pessoas em comprar produtos através do varejo eletrônico, seja o histórico de empresas que não se atentaram ou não criaram estratégias que reforçassem, a prioridade de entregas pontuais ( conforme o combinado) e o cuidado em entregar o SEU PRODUTO em condições dignas.

    A partir do momento que as empresas cumprirem com o que esta sendo anunciado, os preços será apenas um diferencial.

    Parabéns pela matéria.

    • Clayton Alves Cunha

      Angela,

      Concordo com vc!
      E te pergunto… o que nós de MKT podemos fazer para conseguir isso?

      Obrigado pelo comentário!

      []´s

      Clayton Cunha.

  12. Catia Felici

    Clayton,

    Na indústria que represento temos uma tabela diferenciada para e-comerce esta tabela é com preço maior que a oferecida para o varejo como também é diferenciada para o atacado.
    Em todos os casos a indústria envia para os representantes uma tabela de precificação de preços que deverá ser acompanhada pelos clientes, evitando assim o leilão de preços em geral.
    Cabe a cada representante aconselhar e acompanhar o site de seus clientes; após a implantação dessa precificação os sites de confiança, tivemos uma redução significativa de reclamações.
    Nosso único problema é o mercado livre que na maioria das vezes vendem produtos falsificados.

    Abraços

    • Clayton Alves Cunha

      Catia,

      Trata-se de um exemplo muitíssimo interessante…
      Evitar o leilão de preços é fundamental hoje em dia, em que buscamos a rentabilidade dos negócios!
      Quanto ao mercado livre, temos que pensar em formas de diminuir os riscos que os clientes correm, respondendo algumas peguntas :

      1 – São falsificados mesmo?
      2 – O que faz com que eles apresentem preços tão diferentes?
      3 – O que fazer para que os clientes percebam valor naquilo que comercializamos além do preço?

      Obviamente que para cada tipo de negócio, as respostas às perguntas acima serão diferentes!
      É por isso que a nossa profissão é a melhor do mundo… kkk ;-)

      Obrigado pelo comentário!

      []´s

      Clayton Cunha.

  13. André Faccin ( o Palmeirense )

    Bom professor, o grande problema que eu vejo no comércio eletrônico é a falta de confiança, pra mim esse é um dos grandes motivos do preço baixo, “ja que as pessoas não confiam em adquirir produtos via internet, então vamos atraí-las pelo preço”. Até porque, crime de internet no brasil não é crime, você pode haquear, clonar as informações necessárias para desviar dinheiro e acaba em pizza, sei que existem leis entrando em vigor e que essa é a grande tendência do comércio. Mas enquanto o consumidor não tiver confiança e segurança para fazer compras e transações online, e enquanto a LEI não o protejer, acredito que a única estratégia será o preço mesmo.

    • Clayton Alves Cunha

      André,

      vc tá Faccin? (horrível essa!)kkkk
      Concordo plenamente contigo!
      POrém, não nos esqueçamos da parte do Marketing nessa história ok?

      Obrigado pelo comentário!

      []’s

      Clayton Cunha.