Que futuro o varejo físico espera?

O e-commerce ou varejo virtual começa à ser uma ameaça às lojas físicas. Os varejistas podem reinventar as instalações de tijolo, mas para a era digital isso ainda é pouco. O papel que irá nortear as lojas físicas no seu desempenho futuro será o de se reinventar diariamente. Sim, diariamente. O varejo é um tipo de negócio que deve ter suas variáveis avaliadas com base nos resultados do dia a dia. Mas, esta é apenas uma das variáveis envolvidas no varejo físico e que, curiosamente, coincidente com o varejo virtual. Afinal, que futuro o varejo físico está esperando? Esta é, talvez, a maior indagação que assola os varejistas físicos tradicionais de hoje.

O varejo on-line tem crescido nos últimos meses. Sim. Últimos meses, pois no mundo virtual o mais longe que se passa entre uma mudança e outra são poucos meses. Este mercado é composto por apenas 8% do total das vendas do varejo nos EUA, de acordo com dados de 2013 (este tipo de informação demora muito a aparecer e se concretizar como verossímil para a divulgação). A Forrester Research, empresa de auditoria de dados, prevê que este setor será responsável por apenas 11% do total de vendas nos EUA em 2018. O que devo afirmar ser muito baixo pelo potencial consumidor, mas muito alto em relação aos desejos e necessidades dos consumidores.

No Brasil estes dados são desencontrados e dúbeis, acredito na versão de PricewaterhouseCoopers, divulgados através da pesquisa Total Retail 2015: O varejo e a era da disrupção, que aponta um crescimento em torno de 3,5% para este ano.

Por serem uma ameaça crescente, os E-varejistas estão atraindo compradores para ignorar as lojas, com o transporte mais rápido e barato, sites, aplicativos móveis e até mesmo botões físicos, que os clientes podem instalar em suas casas para reordenar os itens domésticos todos os dias com apenas um empurrão.

Acontece que esta ameaça virtual para o varejo físico, ao meu ver, só tem sido alta e crescente por culpa do próprio varejo físico. Cada vez mais os consumidores estão sendo mal tratados, recebem pouca informação do vendedor tradicional, as condições de negpciação estão cada vez menores e a própria lei de defesa do consumidor termina por proteger mais o comprador virtual.

“Os varejistas estão tendo a necessidade de adaptar mais e mais a loja física para permanecer relevante e competir na mente do consumidor contra com os varejistas on-line”, declarou Steve Barr, líder da prática de Varejo e Consumo, da PwC nos EUA.

Para as visões inovadoras e atentas as estas movimentações mercadológicas, o preparo das equipes, a constante inovação na renovação dos estoques e na oferta de produtos adaptáveis as mudanças da sociedade se tornam um ponto de honra, já que disso depende a manutenção das vendas.

Os consumidores do século XXI não aceitam mais discursos de campanhas tradicionalistas de preços baixos e nenhuma mudança factual, desta que é a geração do milênio. São estes consumidores que estão e estarão por um bom tempo “controlando” como os varejistas terão que se comportar, reinventando lojas como inspiração para a experiência de consumo.

A necessidade dos varejistas em se adaptar à era digital só se torna mais urgente quando você olha para a influência crescente da geração do milênio (na faixa etária de 18-36 anos de idade) que estão a caminho de se tornar a maior geração da história do consumo desde 1905, quando o marketing lançou os seus conceitos pré-históricos de acompanhamento de vendas por produtos. Este consumidor vai representar a impressionante marca dos 30% do total de vendas no varejo. Então, este artigo trata da necessidade do varejo se adpatar antes que este dinheiro todo seja direcionado para o e-commerce.

Já caiu por terra a desculpa do crescimento do e-commerce por problemas de segurança e que as pessoas estão ficando mais encasuladas. Contrariando essa ideia, as vendas de cinema e teatro aumentaram em mais de 300% no Brasil, nos últimos 12 anos e as vendas de teatro mais de 350%, ou seja, as pessoas estão saindo mais de casa para se divertirem na rua.

Ao pensar sobre o futuro da loja física, o que me vem à cabeça é preparar os vendedores para vendas de alta performance, mesmo para vender uma simples carteira de cédulas ou um sofisticado relógio ou caneta. Os varejistas de hoje deverão estar focados nos hábitos de compra desses novos consumidores do milênio.

Internet móvel, mídias sociais, WhatsApp são ferramentas interativas com alto poder de decisão de consumo para os consumidores.

Agora, os varejistas de tijolo estão olhando para as tecnologia voltados para o consumidor para construir experiências únicas na loja para esses clientes. Mas será que ainda vai dar tempo de mudar ou reinventar? Esta é a resposta que vale um milhão.

Enquanto o tijolo deve adaptar-se para competir com e-commerce. Vale questionar se as pessoas que trabalham nas lojas físicas estão fazendo isso pelas lojas? Portanto, o que vai vigorar é a necessidade imediata de preparar, treinar e motivar as equipes de vendas física, presenciais, enfim aperfeiçoar o olho no olho. O ser humano ainda é sinestésico, e este sentido social psicológico deverá ser utilizado mais amplamente.

Por fim, o varejo de tijolo, concreto e plástico terá como dever de casa treinar e preparar as equipes de vendas, adequar os PDV´s a nova realidade da experiência de consumo e promover um índice de interação continuado. As razões pelas quais as pessoas ainda estão indo para a loja física são: a facilidade de acesso e a necessidade de ver e sentir o produto.

Ninguém vive mais sem a internet e quem vive é porque ainda não usou. Invente e mantenha o prazer pela experiência de compra.

Acesse os dados da pesquisa realizada pela PwC: Total Retail 2015: O varejo e a era da disrupção.

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