Redes de Empresas e Alianças Estratégicas Aumentam a Competitividade dos Pequenos Varejistas

A teoria da Moderna Administração de Empresas revela que uma Aliança Estratégica é caracterizada como uma conformação de organizacional no qual empresas deliberadamente decidem empreender um projeto comum (LIPNACK; STAMPS, 1994 apud MAÑAS; PACANHAN, 2004), ou seja, é a união de empresas em prol de um objetivo comum, utilizando-se para isso de suas competências individuais a fim de se fortalecerem mutuamente dentro do mercado que estão inseridas, sendo concorrentes ou não.

Isso quer dizer que empresas podem se unir com o intuito de trocar informações e experiências para que façam frente à concorrência cada vez mais agressiva, bem como, a exigência cada vez maior dos consumidores. Muitas empresas estão se organizando em redes em busca de aprender mais sobre seus mercados, porém respeitando os limites da competição, pois em muitos casos empresas concorrentes fazem parte da rede.

Com a consolidação do mercado varejista brasileiro, os pequenos varejistas viram-se em um cenário completamente novo no Brasil, onde grandes redes com seu alto poder de negociação e investimentos estão tomando conta do mercado. Para os pequenos varejistas, é muito difícil competir com essas redes de igual para igual, condenando muitas dessas empresas. Ou seja, mercadologicamente falando, quais são as saídas para que os pequenos varejistas mantenham-se competitivos no mercado? Embora a teoria de Alianças Estratégicas e Redes de Empresas tenham sua gênese na indústria, tais conhecimentos são cada vez mais adaptados ao cenário apocalíptico que se apresentou aos pequenos varejistas nos últimos anos. Ou seja, Pequenos Varejistas estão se organizando em redes para competir com as grandes redes instaladas no Brasil.

Uma Rede deve possuir integração em aspectos operacionais e mercadológicos de forma a produzir também novos conhecimentos que de forma compartilhada farão com que os Pequenos varejistas encontrem e explorem novas ou antigas Vantagens Competitivas. Logo, para que a Rede dê certo e produza o conhecimento a ser compartilhado, alguns aspectos mercadológicos devem ser integrados:

1º Nível

  • Informações Periódicas
  • Pesquisa de Mercado
  • Benchmarking
  • Prospecção de Oportunidades e Ameaças
  • Aquisições e Compras Conjuntas
  • Marketing Cooperado
  • Desenvolvimento Conjunto de processos

Nesse primeiro nível, as empresas compartilham aspectos mais operacionais, embora alguns aspectos mercadológicos sejam também compartilhados. Este nível é o nível mais utilizado pelos pequenos varejistas, já que muitos aspectos mercadológicos não são compartilhados levando-se em consideração a competição entre as empresas (vale lembrar que muitos participantes da rede podem ser concorrentes).

No 2º nível de integração das redes, os aspectos mercadológicos são cada vez mais integrados, chegando muito próximo do  desenvolvimento de uma nova organização resultante da Rede e da Integração estabelecida.

2º Nível:

  • Armazenagem e Estocagem Conjuntas
  • Marca conjunta
  • Avaliação de Necessidades de Marketing Comuns
  • Desenvolvimento conjunto de Produtos e Serviços
  • Compartilhamento de Padrões Internos
  • Habilidades Comerciais (treinamento)
  • Habilidades Gerenciais (treinamento)

Para comprovar essa teoria, podemos citar dois exemplos que já ocorrem no Brasil: o primeiro é o da Rede Smart, capitaneada e desenvolvida pela rede Atacadista Martins que criou uma série de estudos e difundiu o conhecimento em uma série de pequenos supermercados, onde podemos classificar como de rede 1º nível, e o segundo exemplo é o da Rede Constru e Cia, que é uma rede de pequenos varejistas de Materiais para construção que de acordo com o desenvolvimento da Rede percebeu que seria muito mais competitiva se Unissem vários fatores mercadológicos em suas operações, caracterizando uma rede de 2º nível.

Extrapolando os limites do Varejo, creio que a Teoria de Alianças Estratégias e Redes de Empresas também é uma grande tendência do Marketing. É mais do que provado que quando profissionais se unem em torno de um objetivo comum, eles tornam-se mais fortes e principalmente competitivos. Quanto mais trocarmos informações e experiências, mais fortes em conhecimentos nos tornamos, mesmo que em alguns casos possamos ser concorrentes nas empresas em que trabalhamos.

O Projeto Implantando Marketing é uma grande Aliança Estratégica de Profissionais de Marketing e Comunicação que em conjunto tem o objetivo de disseminar o conhecimento, as oportunidades e fazer com que nossa categoria se torne cada vez mais forte.

E aí? Já pensou em nossa rede mais forte e com maiores Vantagens Competitivas? Junte-se a Nós!

Até a próxima!

FAÇA PARTE DO PROJETO

O Implantando Marketing visa a união dos profissionais das áreas de Marketing e Comunicação Empresarial e busca formas de divulgação e crescimento dessas áreas através da Implantação de Departamentos de Marketing e Comunicação em pequenas e médias empresas. Para isso, compartilhamos experiências e conhecimentos necessários aos profissionais e empreendedores que querem se beneficiar dessa Implantação. Envie o seu currículo e escolha um dos núcleos do projeto.

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3 comments

  1. Carolina Narnatonis

    ótimo texto…
    Incrível como muitas vezes ficamos cegos com a concorrência e esquecemos que podemos trocar informações, sem ferir as vantagens competitivas.

    Vale muito para pensar nossa atuação no mercado atual.

  2. Realmente, redes e alianças estratégicas aumentam a competitividade de pequenos varejos, inclusive com a possibilidade de criação de portais B2B exclusivos e que incorporem ferramentas de leilão reverso e compras conjuntas, atraindo o interesse de produtores e distribuidores que antes não tratavam estes varejistas como prioridade.

    • Clayton Alves Cunha

      Concordo com vc Fábio!

      Porém a criação dos sites B2B, passa antes pelo desenvolvimento da Rede como um todo, sendo essa criação uma consequência de uma estratégia de cooperação definida antes!

      Obrigado Pelo comentário!