Rubarnism – O que é isso e o que o Varejo tem a ver com isso?

“Rubarnism” é um termo utilizado na Europa que significa a mistura ou o resgate das coisas mais comuns de serem encontradas nas áreas rurais que são incentivadas e principalmente comercializadas nas cidades de médio e grande porte.

Trata-se de uma tendência que tem como principal objetivo atender os consumidores que estão em busca de uma vida mais saudável, onde o mínimo contado com as “coisas” do campo ou simplesmente o contato com um estilo de vida mais simples é o que eles desejam.

No “Rubarnism”, os consumidores estão em busca de produtos de preferência orgânicos e/ou artesanais e não se preocupam tanto com a diversidade dos produtos ofertados. Preocupam-se também com a proximidade de relacionamento com as empresas de quem são clientes, muitas vezes fugindo da agitação de Shopping Centers e grandes supermercados e hipermercados.

Recente pesquisa do instituto Retail Trend, mostra que em países como França e Inglaterra os varejistas estão em processo de adaptação de suas lojas, para que atendam os princípios básicos do “Rubarnism”. Lá eles estão em pleno processo de adaptação de seu mix de produtos ofertados em busca de atender esse “filão” que se forma. Outra característica interessante é a preocupação com os aspectos de sustentabilidade das lojas, onde a arquitetura das mesmas privilegia a iluminação natural, bem como, possuem programas de coleta seletiva de lixo.

O varejo como grande termômetro de consumo deve estar atento a esse tipo de movimentação de seus consumidores, uma vez que os ditos “produtos sustentáveis”, bem como, os “consumidores sustentáveis”, estão dispostos a pagar mais caro pelos produtos desde que atendam os princípios do “Rurbanism”, o que gera maior lucratividade para as empresas.
O grande mantra do “Rubarnism” é o fato de o consumidor estar cada vez mais deixando de pensar no “eu” e pensando no “nós”.

No Brasil, existem algumas iniciativas que tentam seguir essa tendência. A mais conhecida iniciativa é a do Pão de Açúcar que em Indaiatuba (interior de SP), implementou sua loja conceito batizada como “Supermercado Verde”, onde o mix de produtos privilegia a distribuição de produtos de fornecedores locais e de preferência produtos artesanais e orgânicos. Basta saber se tal modelo será utilizado em outras cidades espalhadas pelo Brasil.

Obviamente que o “Rubarlism” é uma tendência que basicamente se enquadra mais em sociedades mais maduras do que a brasileira economicamente falando. Porém como profissionais de Marketing é interessante estarmos atentos ao que amanhã pode acontecer por aqui.

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2 comments

  1. Legal esse tema, CLAYTON.

    De fato esse tipo de estratégia dos varejistas em “voltar às origens”, do artesanal, do não-industrializado e não-padronizado ganhou força na Europa e tbem apareceu nos EUA nos últimos anos. No entanto em termos de custos, tem enfrentado dificuldade em competir com o varejo tradicional e seus produtos massificados.
    Mais recentemente a crise européia jogou um pouco de água fria, mas certamente é uma tendência e uma oportunidade para diferenciação. :)

  2. Muito bacana Clayton, eu não sabia que isso se chamava Rubarnism.

    Excelente post, como de costume.
    Isso é bem bacana mesmo, pois já encontramos produtos como o café, frutas e verduras em agrotóxico, que na relação custo x benefício, vale a pena investir.

    E nós, prifissionais de mkt, mais uma vez, não podemos deixar de ficar por dentro do que está rolando!

    Abraços