O artigo desta semana me caiu como uma luva, baseado nos últimos posts, os quais fui até certo ponto agressivo, mas a veia professoral mostra um caminho sempre direcionado ao crescimento empresarial.

Dai a vontade de estar trabalhando as palavras em favor dos que sabem e prezam pela importância de um planejamento.

Particularmente gosto muito de buscar o lado prático quando o faço, e sabendo que em outros momentos já tratamos deste assunto, recebam este como uma complementação modular, leia este, medite e busque o apoio nos outros. E traga o seu comentário, será muito bom saber o que você achou.

Estratégias para o caos

A vida empresarial é repleta de momentos em que as coisas funcionam muito bem e os investimentos voltam, mas existem outros em que nota-se um retorno menor nas estratégias de marketing.

Os cenários que regem as operações empresarias, sejam externos, como crises econômicas, demandam adaptações e criatividade para imaginar novas possibilidades, e os internos, visão de comprometimento dos colaboradores, dentre outros estão em constante tentativa de desestabilizar a Organização.

É prudente manter a atenção, ter cuidado e os olhos abertos, por exemplo, com a estratégia de reduzir preços. Muitos dos concorrentes fazem isso, daí a empresa necessita agregar valor ao seu produto, criar um benefício novo para o cliente e assim pode manter o seu preço, bons profissionais de marketing devem ser criativos para encontrar a solução em momentos de crise, bastante estar devidamente planejado. Um alerta: Cortar qualidade não é uma opção. O consumidor fiel vai perceber logo a mudança e a empresa/marca poderá perdê-lo. E isso não é apenas uma afirmação pessoal, o meu guru Philip Kotler afirma isso o tempo todo.

Empresas feitas para a eternidade sabem lidar com essas situações e têm como principais características a postura conservadora em relação a financiamento, sensibilidade para notar o que acontece ao seu redor, consciência da sua identidade e tolerância a novas ideias, além disso, valorizam as pessoas, não simplesmente como ativos, mas como um direcionamento, bem como focar na aprendizagem organizacional e na gestão de marketing, se envolver mais com a comunidade.

Esses pontos são a base estratégica para vencer uma situação de caos e criar um sistema de alerta antecipado. “Saber o que pode acontecer com a sua empresa e com o seu setor faz parte de um planejamento estratégico”, no entanto, isso não significa criar uma situação de pânico, mas sim criar um intuito de conhecer bem a concorrência e buscar informações sempre.

Contar com especialistas em novas tecnologias e com profissionais que saibam identificar os interesses de consumidores e clientes também é condição de relevância para a elaboração das estratégias, profissionais excelentes são características importantes para uma visão empresarial de eternização. Visão de liderança, isso é o que faz uma grande diferença.

Steve Jobs, Abílio Diniz, Samuel Klein, Maria Luiza Trajano, Antonio Ermírio de Moraes, Bil Gates, Edson Souza (Centraltec), Daniel Soares (Silva Calçados), Dra. Mara Cristina da Clínica Ápice, todos estes nomes são de empreendedores com visão de liderança e que fazem planejamento, trabalham com estratégia, cada um de seu modo.

Busque profissionais sêniores da sua empresa, reúna-os e peça que dediquem um tempo para pensarem juntos no que está acontecendo na empresa, no segmento que atuam e no mundo. Essa pode ser uma reunião de “brain storm” muito produtiva e motivacional.

Postas estas situações, segue abaixo um movimento prático no que podemos chamar de confecção e “fazejamento” do plano estratégico para sua empresa. Costumo afirmar em “sala de aula” e palestras que, tudo o que está escrito nos livros, na bibliografia acadêmica, tudo dá certo na vida prática, basta que cada empresa adeque o que stá escrito com a sua cultura.

1. O radar da concorrência está ligado, chegue sem ser pego. O start para a construção da marca é ter algo bom, que você revela de maneira muito inteligente, algo que seja até mesmo invisível por um tempo, porque você quer estar fora da tela do radar dos concorrentes.

2. Defina seu público alvo e o conheça. Você tem que entender para atender, escolher os clientes que você quer atender, Não adianta simplesmente ir atrás de todo mundo. É importante definir o mercado-alvo cuidadosamente por meio da segmentação de mercado e, então, posicione-se com a estratégia elaborada.

3. Elabore a sua estratégia de branding. Estamos em um estado de “hiperconcorrência”, as pessoas estão desesperadamente em busca de algo a que se agarrar, como itens funcionais dos produtos e apelos emocionais a eles. Devemos pensar em ter uma palavra, ou uma frase, que ajude a criar a lealdade por parte dos clientes.

4. Esteja sempre um passo à frente da concorrência. O ruim é que, se algo funcionar, seus concorrentes vão copiar e, antes que você perceba, qualquer coisa que você tenha como diferencial será imitada pelos outros. Portanto, estamos no ramo da inovação constante. Pergunte-se o tempo todo: “Daqui a três anos, qual será nosso diferencial?”

5. Crie uma experiência. Os clientes não querem apenas comprar em troca de benefícios, eles querem sentir uma nova experiência de compra. De vez em quando, vemos que alguém desenvolveu uma abordagem totalmente nova para um mercado maduro. Há um grande movimento no sentido de dizer “nós não estamos apenas acrescentando serviços ao nosso negócio e ao nosso produto; estamos, na verdade, tentando criar uma experiência”. Afirmou Kotler em sua estada em Recife pelo evento da HSManagement.

Estou esperando sua participação. Escreva para nós, leia as outras colunas, comente, dê a sua sugestão de tema para pesquisarmos. Estou aguardando os seus comentários.

 

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2 comments

  1. Querido professor Freire!

    Com estratégia já fica difícil, imagina sem… ZICA na certa!

    Definição do público e conhecimento sobre como o mesmo se comporta, na minha modesta e humilde opinião, é o ponto mais importante, claro que não é uma variável isolada, mas importantíssima e que não pode ser planejada separadamente do todo. Não adianta nada conhecer o público, saber como ele se comporta e o que ele quer se não tiver a comunicação clara! Enfim, todos os pontos tem sinergia e precisam ser olhados com muito carinho!

    Abraço, Profe!!!

    • Minha querida amiga Priscila…
      Que colocações fantásticas…
      MEnina, definir o público alvo volta a ser um tema esquecido por muitas empresas, diria até que esquecido pelos profissionais de marketing…
      Mesmo os supermercados, que vendem para todo mundo, são espaços ecléticos, devem aprimorar a sua comunicação para um público definido, mas sem ser excludente…
      Defiinir o público alvo é sim, sem dúvida, o primeiro passo para o planejamento.
      Grato por sua participação