marketing político

Já começaram as campanhas para as eleições 2014, e profissionais de marketing político estão na correria na tentativa de eleger seus candidatos. Muitas vezes, estratégias que achamos que darão certo, podem justamente levar ao contrário. Eu já atuei na coordenação de duas campanhas, e muitas vezes quando o marketing não consegue conversar com o candidato, que se acaba por se achar o “todo poderoso” só porque tem dinheiro, influência e etc, toda a estratégia montada pode acabar no indo para o “ralo”.

O casamento entre o candidato e um marketing que não soube se impor acabou por limar as chances de um potencial candidato, que encantou milhões de eleitores, com sua fala pausada, convincente e encantadora: Geraldo Alckmin. No desespero das pesquisas, ele não aproveitou todas as conquistas de seu partido e enfiou os pés pelas mãos. O seu partido é o mesmo do de FHC, que inseriu o Brasil para sempre na rota do desenvolvimento: as privatizações. Agora, devidamente rebatizadas por Dilma, e retomadas a pleno vapor.

Ao contrário de Lula, então candidato à reeleição e que só pensava em privatizar, Alckmin, surgiu em seu programa de propaganda eleitoral com um colete onde se viam os nomes das principais estatais brasileiras, como a Petrobrás, e dizia não a privatização, caso vencesse a eleição….Teve menos votos no segundo turno do que no primeiro. Ao invés de atrair votos de Lula, conseguiu perder parcela expressiva de seus admiradores diante de sua fraqueza de ocasião.

Mais ou menos o que aconteceu com Serra, em sua eleição para Senador logo após o Plano Real. Não escondia de ninguém suas discordâncias com a equipe que fez o plano e recusou-se a pegar carona nos primeiros dias do real em seus programas de TV. Pouco tempo depois, e à medida que a população apreciava os resultados de governo do Fernando Henrique Cardoso, sem muita propaganda, passou a colocar a moeda do real como cenário de seus programas gratuitos. Muito da rejeição que enfrenta hoje reside no desencanto provocado em muitos de seus admiradores diante de seu oportunismo envergonhado.

Tática de qualidade é aquela que não questiona e nem põe em risco a tática de estratégia. Táticas de oportunismo e ocasião não engabelam mais consumidores, eleitores diplomados e esclarecidos. Eles preferem buscar outras alternativas do que comprar. Buscar outros políticos, votar em branco ou anular o voto, do que continuar endossando quem renega e deixa-se degenerar.

A palavra que traduz tudo isso é autenticidade. Fazer sempre o que você diz e demonstra acreditar. E por ter negligenciado nesse – talvez hoje o mais importante dos quesitos de produtos, pessoas e marcas -, Geraldo Alckmin tenha sepultado para sempre suas eventuais possibilidades de um dia ser o Presidente da República do Brasil.

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2 comments

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!

    Só a foto já valeu a pena ter escrito o artigo!

    Muito legal saber a sua experiência nessa área.

    É interessante ver como o marketing pode ajudar ou atrapalhar uma campanha eleitoral.

    O risco é sempre grande.

  2. Marcos Moraes

    Pois é Priscila, e você não sabe o quanto. E quanto a foto, a legenda é livre.