Todo mundo tenta fazer marketing viral: Menos Luiza, que está no Canadá

Parece fútil né? De uma hora para outra, uma pessoa até então anônima torna-se celebridade em virtude de um comentário aleatório de seu pai em uma propaganda. Alguém achou engraçado e postou na web e cá estamos: com um país inteiro falando na Luiza (inclusive esse blog). Esse post tem o objetivo de falar sobre o poder das redes sociais nas ações de marketing, ainda que de forma acidental.
Quando lançamos uma campanha, a equipe que a desenvolveu cria diversas expectativas sobre seu poder viral. Mas o que de fato vai definir se uma campanha dará certo ou não será sua capacidade de gerar empatia com o público. Quem aqui lembra dos Pôneis Malditos da Nissan? Eles grudaram na cabeça de todos porque era uma campanha irreverente e original. Ninguém previu tamanho sucesso, assim como no caso da Luiza. Inúmeras empresas desencadearam campanhas próprias em cima do bordão criado pelo pai da jovem intercambista. Cheguei a ver uma lanchonete que oferecia descontos pra todas as Luizas que apresentassem identidade e uma agência de turismo com o slogan “Visite Luiza no Canadá!” Quando vejo esses fenômenos gerados pelas redes sociais, fico pensando que as melhores campanhas podem ser as mais simples. O importante é que os envolvidos no processo consigam se colocar no lugar do consumidor e ver com “olhos não treinados”. A chave pode estar na simplicidade da ação. Precisa ser simples, de fácil memorização, simpática e irreverente.

No entanto, não podemos esquecer de um detalhe: Alguém aqui sabe o nome do empreendimento que a Luiza não conheceu porque estava no Canadá? Pois é… poderia ter sido mais eficaz para a rede. Mas ok, nesse caso, foi “marketing acidental”, então vamos dar um desconto. Porém, quando forem tentar criar efetivamente algo assim, não se esqueçam de vincular com a marca. Seu cliente vai agradecer.

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7 comments

  1. Priscila Stuani

    >Verdade Aline, você comprova que o "mkt acidental" existe e até funciona, mas não podemos achar que essa estratégia dará sempre certa, como o próprio nome sugere, melhor nos precaver do que contar com algo que pode ou não acontecer.

  2. Maitica

    >Concordo com você Aline, muitas vezes o marketing viral pega mais pela "brincadeira" do que pelo objetivo principal da propaganda que é vender/anunciar algo. É preciso estar sempre atento ao limite das campanhas para que sua marca não fique apagada diante de tanta exposição.

  3. Anonymous

    >Ótimas colocações Aline!

    amo a liberdade e descentralização provocada e possibilitada pelas mídias digitais. AS empresas devem estar atentas a este novo tipo de fluxo de comunicação. Nesse caso, a mensagem partiu da empresa e o receptor recortou o que lhe interessava e fez disso uma grande campanha. Muito cuidado na hora de pensar esse tipo de campanha!

    Abraço,

    Tati.

  4. Marcos Moraes

    >Não vejo este caso como marketing viral, e sim como um viral sem propósito que tornou piada. Marketing viral eu vejo como uma ação em conjunto. No caso Luiza, não criou rumor de um novo produto ou serviço.

  5. Cris Lima

    >Gostei do texto!
    Já indiquei para uma amiga, na qual fiquei discutindo o tipo de estratégia aplicada nesse anúncio publicitário.
    Abraço,
    Cris.

  6. Aline Roque

    >Obrigada pelos comentários, que agregaram mais sentido ainda ao post! Marcos, você tem razão. A ideia aqui era mais falar sobre o poder das redes sociais para viralizar algo. Nesse caso, foi uma bobagem e por isso comecei falando sobre a futilidade do assunto. Mas o importante é que todos nós, profissionais de marketing, estejamos atentos ao poder da web nas mãos dos consumidores. E por que não aproveitar as ideias que surgiram de uma bobagem e transformar em algo que dê resultados? Como fez a agência de turismo que citei no texto. Enfim… tudo é experiência. Precisamos estar atentos.

  7. Atila Victorio

    >Conforme discutido no grupo do LinkedIN (aconselho todos a participarem)no meio musical há pelo menos 2 anos há muitas pessoas por trás trabalhando para dar uma "empurrada" no viral, espalhando o vídeo nas redes sociais: Twitter, Orkut, Facebook e o próprio YouTube. Há pessoas que conseguem divulgar um vídeo, por exemplo, para 1 milhão de pessoas por dia. "Acelerando" assim o viral. Estas estratégias são bem conhecidas no meio musical, entretanto como não são divulgadas, agências e empresas não tem conhecimento dessas possibilidades.Hoje já é possível garantir uma quantidade X de acessos por dia com "velocidades" variando de 100.000 à 500.000 acessos diários, com a possibilidade de escolher a rede social que o vídeo será divulgado.Não há segmentação, porém dependendo do produto/serviço pode ser uma ótima estratégia.Utilizando estas estratégias no meio publicitário, será possível garantir 100% que um vídeo será viral, de acordo com as limitações da própria estratégia (segmentação, tipo de produto), com números impressionantes de visualizações reais no YouTube.Para mais informações, podem me encontrar no grupo Implantando Marketing no LinkedIN.

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