Trabalhar com CRM e Big Data é tão difícil assim?

Nos começos de semestre em que trabalhamos nas universidades com disciplinas como Pesquisa de Mercado, CRM e Big Data é impressionante a quantidade de alunos que torcem o nariz quando são apresentados ao conteúdo programático dessas disciplinas, que incluem tópicos como: estatística, análise numérica e análise de cenários via números e gráficos.

Os narizes se torcem como se algum cheiro insuportável estivesse no recinto. Muitos simulam ânsia de vômito, outros ficam com uma cara de desespero, só pelo fato de saberem que em algum momento terão que trabalhar com números e gráficos que de certa maneira fogem daquilo que eles achavam ser Marketing e Gestão Comercial. Muitos ainda acreditam que essas duas áreas se resumem às vendas e ao desenvolvimento de propagandas e se esquecem ou não se dão conta da importância que a análise de cenários, através de números e gráficos, assumiu nos últimos tempos.

Infelizmente, essa repulsa aos números cria uma espécie de barreira para a absorção de novos conhecimentos,  esses que são de suma importância para o profissional de marketing e gestores comerciais do século XXI. Como consequência desse cenário, nos bancos das universidades temos carência de profissionais de marketing que seguem esse lado analítico da profissão, gerando a necessidade nas empresas de recrutarem profissionais de outras áreas, entre elas destaca-se a engenharia, para fazer algo que profissionais de marketing deveriam ser os responsáveis. Ok, ok, nada contra os engenheiros, sou filho de um, muito bom por sinal. Mas, creio que como diria o refrão de uma dessas músicas da moda: “Cada um no seu quadrado!”

É necessário que os profissionais de marketing e gestores comerciais acordem para o fato de que os grandes sucessos mercadológicos da atualidade partem de uma análise crítica e minuciosa do mercado, dos clientes, dos concorrentes, da economia, da política e de toda e qualquer informação que pode influenciar o planejamento de marketing, bem como suas estratégias.Infelizmente não é o que acontece em muitas oportunidades.

O mais engraçado disso tudo são os depoimentos no fim dos semestres. Aqueles que se dispuseram a entender o como, o modus operandi de CRM e Big Data, bem como abriram suas cabeças para as análises e filtros necessários, descobrem um mundo novo, cheio de possibilidades e percebem que aquela repulsa inicial é descabida.

Peço todos os dias isso para meus alunos e repasso esse pedido para todos os leitores: Pense fora da caixinha, dê uma chance às análises de CRM e Big Data, percebam que não tem nada de muito difícil em realizar análises numéricas bem feitas e embasadas, e bem-vindos, bem-vindos mesmo ao mundo novo!

Não, não é difícil trabalhar com CRM e Big Data. É sim, muito, muitíssimo divertido!

Até a próxima, Folks!

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2 comments

  1. Felipe de Aguiar dos Santos

    Ótima matéria, grande trabalho Clayton.

  2. Leandro Martins

    Clayton Parabéns pela matéria, achei bem interessante, e retrata a realidade da CRM

    Quando sair novas matérias, gostaria ser avisa, tenho grande interesse em mais conhecimentos

    Abraços !! Leandro Martins- Aluno Unicid