Um RH desalinhado pode desconstruir a imagem de uma empresa?

Os founders da empresa são pessoas super descoladas, estão presentes nas redes sociais, postam fotos do local ideal de trabalho todos os dias e despertam o desejo em milhares de profissionais em trabalhar nesse lugar. Paçoquinha, cerveja, vídeo-game, horário flexível, home office são alguns dos diferenciais.

Sem dúvida, essa pode ser uma excelente estratégia de marketing para atrair os melhores talentos e elevar o nível de inteligência e produtividade da organização, além de fazer com que seja bem vista no seu mercado, afinal, só empresas com pensamento disruptivo, engajadas, inovadoras e fora da curva são capazes de adotar práticas fora do “roteiro comum – CLT – VT – VR.”

E, como sabemos, clientes acreditam que empresas fora do padrão produzem resultados mais criativos e melhores.

Mas, será que sua empresa é inovadora mesmo ou isso é só discurso?

A opção por se posicionar como uma empresa diferente é um grande atrativo no mercado. A criação de uma cultura inovadora que valoriza o funcionário, humana e acolhedora é, de fato, um ponto forte, em qualquer tipo de organização. Mas, não adianta propagar essa cultura e ela só existir na “comunicação da empresa”. É preciso que isso seja perceptível pelos colaboradores, parceiros, clientes e aspirantes a colaboradores.

O setor de Recursos Humanos tem uma papel fundamental na manutenção dessa imagem.

Saiba o por quê?

Em geral, eles são responsáveis pela manutenção da comunicação dentro da empresa, avaliação do nível de satisfação dos colaboradores e devem identificar gaps entre discurso e prática, entre o que é falado e o que o é vivenciado, com o objetivo de buscar o alinhamento.

Funcionários descontentes são os primeiros a denegrir a marca. E, eles são levados a sério, uma vez que conhecem o dia a dia. Além disso, o RH costuma ser o primeiro contato dentro de uma empresa a qual se deseja trabalhar.

A postura diante do candidato revela como realmente a empresa é. Que saber como?

Há diversas empresas que se colocam como descoladas, tecnológicas e etc., mas sequer conseguem realizar um processo seletivo básico e simples.

Não se organizam direito, não publicam a vaga adequadamente, atraem candidatos com o perfil errado, não fazem a triagem como deveriam e, por fim, recebem os candidatos para entrevista sem o mínimo de atenção.

Já começam não respeitando o horário marcado para a entrevista, não é apenas uma, mas duas, três horas de atraso para começar, isso quando não cancelam.

Criam dinâmicas “bizarras” para avaliar o candidato quando uma coisa mais simples resolveria o problema e colocam aqueles com perfis mais introvertidos em situações muito desconfortáveis, constrangedoras até. E, isso poderia ser resolvido com métodos mais modernos. Existem testes que poderiam ser aplicados online e que identificariam algumas características dos candidatos, como propensão para introversão ou extroversão.

Afinal, não são modernas? Por que utilizar ferramentas do século passado?

Você pode pensar: Mas devem ser RHs com funcionários mais velhos e, por isso, esse tipo de metodologia.

Nem sempre. Já presenciei situações em que os responsáveis eram bem jovens e os métodos eram semelhantes.

O que acontece em casos como esses?

O profissional vê todo aquele discurso criando em torno da marca ruir em pouco tempo.

Todo o universo em torno daquela empresa é desconstruído tendo em vista que na prática, a empresa não apresenta a tal diferenciação prometida.

Muitas vezes, pela expectativa que gerou, ela será mais mal vista que as empresas que não propagam tal discurso, mas que na prática possuem mais cuidado com suas iniciativas de RH.

Hoje, a empresa que dá um retorno para o candidato após o processo seletivo já está em grande vantagem. Afinal, muitas dessas que pregam ser “diferentes” não o fazem.

E percebo que o papel do RH neste momento é fundamental para manter o encantamento de todos que entram em contato com a empresa, seja por meio de funcionários satisfeitos, sejam em processos seletivos bem conduzidos.

O discurso não pode ser criado na área de marketing, adotado pelo topo da empresa (diretores, CEOS, etc) e desmascarado na prática diária. Por isso, RH e Marketing devem trabalhar com estratégias definidas em conjunto e que estejam alinhadas aos interesses da organização.

O RH possui informações muito importantes para não ser estratégico e participar ativamente na construção de uma imagem forte e sólida para a empresa.

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